Existe democracia no Brasil?

abril 28, 2009 por admin  
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Segundo a Wikipédia, democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos.

Como um país sem ideal “democrático”, escolhemos os nossos representantes a cada quatro anos.  A cada “nova temporada”,  os mesmos políticos aparecem em vários meios de comunicação com propostas para resolver todos os “velhos” problemas da nação…

Agora lhe pergunto:

Você acha que estamos realmente sendo representados nesse sistema democrático?  Aparecer na mídia e em palanques pelo Brasil não é muito barato e todo político que se preze, tem um financiador por detrás de sua imagem. Alguém que está investindo muito dinheiro em sua campanha para que ele chegue ao poder. Lembre-se, em um sistema capitalista como o nosso ninguém dá dinheiro à toa sem receber nada em troca. Começa ai o problema democrático do Brasil.

Elegemos pessoas que já entram comprometidas na política.  Após isso, começa o chamado jogo político. Você concede daqui para ganhar de lá, entra em conchavos, vota de acordo com um grupo e faz da vida do povo um jogo de interesse que já quase nada o representa.

A verdade é que não precisamos de políticos. Eles não resolvem nada e fazem da nossa vida um jogo. Precisamos de técnicos. Problemas de transportes, de segurança, de moradia, não são resolvidos por um político… Estes problemas são resolvidos por técnicos, são resolvidos por  engenheiros e especialistas com instrução na área.

A maioria dos nossos problemas persistem porque a classe política que por décadas está no poder quer se perpetuar, mantendo o povo no cabresto.  Veja o próprio Sarney, foi até presidente da república e o seu estado continua como um dos mais miseráveis da nação.
E ainda temos que assistir aos senadores e deputados choramingando porque perderam a mamata de levar outras pessoas em vôos pagos pelo governo.  É essa a democracia que você quer?

Isso me fez lembrar uma história que circula pela Internet de que a roqueira Rita Lee, que sempre debochou da classe política, está sugerindo um confinamento do tipo Big Brother Brasil, com todos os pré-candidatos à presidência da República:

Rita Lee

Rita Lee

“Eles ficariam debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e elimina um. Além de acabar com o horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos. No final do programa o vencedor ganharia o cargo público máximo do país. Assim, quem financiaria essa casa seria o repasse de parte do valor dos telefonemas que a casa receberia e ninguém mais precisará corromper empreiteiras ou empresas de lixo sob a alegação de cobrir o ‘fundo de campanha’ “.

Parece piada mas este  processo seria mais democrático do que o atual.

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Tweenbot

abril 26, 2009 por admin  
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tweenbotO Tweenbot é um robo com corpo de papelão e rosto alegre que é equipado com uma bandeira com o seu endereço de destino. Como ele apenas se move para frente depende da gentileza de estranhos para guiá-lo e remover obstáculos do seu caminho.

Kacie Kinzer, estudante da Escola de Artes de Tisch, criou o tweenbot como um experimento de arte.

“Eu pensei: Pode um objeto humanizado atravessar calçadas e ruas conosco, e fazendo-o, criar uma narrativa sobre nossa relação com o espaço e nossa vontade de interagir com o que encontramos nele? Mais importante, como nossas ações seriam vistas em um contexto maior de conexão humana que emerge da complexidade da própria cidade? Para responder estas questões eu construí estes robôs.”

Em Nova York você pode esperar que o pequenino Tweenbot seja esfaqueado, esmagado, assaltado ou pichado, mas todas as pessoas que o viam eram compelidos a ajudá-lo sem hesitar. Pedestres paravam e ajudavam o pequeno quando ele estava encalhado , quando ia em direção ao tráfego de veículos ou colocando-o na direção certa.

Tweenbot-1

Este é o tipo de projeto que mostra mais sobre o estado da humanidade do que as péssimas notícias de barbáries diversas que ocorrem todos os dias. As notícias são guiadas pela audiência. Um assassinato dá muito mais IBOPE do que reportar fatos positivos. Mas ao martelarem coisas negativas na nossa mente todos os dias, nos tornamos mais desconfiados de tudo e de todos.

tweenbot1

Esse pequeno autômato ajuda a reforçar a lembrança de que as pessoas ruins são uma minoria, um percentual irrisório e que as pessoas são, basicamente, boas.
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Dizem que vemos a simpatia de um povo só de ver como eles tratam seus ciclistas.

Fonte: http://destruidordedogmas.wordpress.com/2009/04/15/tweenbot/
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Era dos Extremos

abril 26, 2009 por admin  
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O breve século XX – 1914-1991
Há obras que, extrapolando seus objetivos históricos, revelam-se como chave para descortinar o futuro, prevendo-lhe os caminhos pelos quais enveredará.O historiador Eric Hobsbawn – em sua condição muito reveladora de inglês nascido em Alexandria, no Egito – posiciona-se com elegância no recorte histórico que estabeleceu, criando uma espécie de teia cultural que conjuga os fatos no tempo e no espaço. Esses liames têm o condão de projetar cenários futuros com bom percentual de acerto. Restringindo o seu breve século xx no período entre a Primeira Guerra Mundial e a desintegração da URSS, o autor consegue mapear condicionantes históricos que vão do jazz ao poderio bélico, da liberação feminina no Leste Europeu à persistente mendicância humana nos anos 90.Tudo isso narrado e comentado por um mestre de erudição que, como poucos, também é um grande escritor, habilidoso no manejar das palavras e no humor refinado e irônico característico do povo inglês.Em suma, é um clássico.

Onde comprar: Submarino

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Sean Penn, sobre a direita americana

abril 24, 2009 por admin  
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por Sean Penn. Retirado do Huffington Post, 21/4/2009
Tradução por Luiz Carlos Azenha – www.viomundo.com

Mais uma vez a mídia cabeça-fraca e seus colunistas de repetição mostram que não entendem os norte-americanos, a natureza e a linguagem do americanismo. Hoje, quando considerou a possibilidade de investigar funcionários do governo Bush, o presidente Obama foi imediatamente acusado de estar traindo o que dissera antes: que temos de “olhar à frente”.

Se o presidente Ford tivesse olhando à frente, quando decidiu perdoar Nixon, talvez tivesse antevisto, à frente, todos os abusos de poder que viriam depois, com Bush. Se tivesse sido genuinamente “linha dura” e tivesse mandado Nixon para a cadeia, talvez tivesse conseguido impedir a recente torrente de crimes.

Depois, foram as críticas contra o acolhimento caloroso que o presidente Obama deu ao presidente Chavez da Venezuela; e outra vez ouviram-se as vozes mais amargas e humanamente impotentes dos EUA.

Por que ainda há quem dê atenção ao ex-vice-presidente Cheney? Cheney é o ser humano que mais vezes errou, sobre praticamente todos os assuntos que comentou.

Depois, foi Newt Gingrich, para quem Obama teria errado ao aceitar o cumprimento de Chavez; que “a aproximação foi errada”. E sugeriu que o encontro, propriamente dito, ainda seria aceitável. Mas que Obama deveria ter sido mais contido, mais frio. É mau conselho, típico de mau ator que jamais deu certo. (Todos os amadores pensam que representar personagem durão implica fazer sempre a mesma cara de… durão.) Seja com amigos, seja com inimigos, Obama sempre obterá maior vantagem estratégica com um sorriso.

Conheço bem o presidente Chavez. Concorde-se ou não com suas políticas, a verdade é que é homem caloroso e cordial, dono de potentíssimo senso de humor – e diariamente arrisca a própria vida pelo seu país, de modos e maneiras que Dick Cheney nem imagina que existem. Dizer que Chavez deveria ser tratado com frieza é equivalente a sugerir que Obama cuspisse nele. Como país e para nossa vergonha, já fizemos isso vezes demais. Basta.

Digam o que quiserem, atitudes como a que Cheney prega resultam sempre da obsessão de autocelebração desses narizes-empinados arrogantes, que já custaram aos EUA todo o respeito internacional, milhões de vidas e cobriram de feridas as mãos que temos para construir o futuro de nossos filhos. Os Cheneys, como os O’Reillys e Hannitys e Limbaughs, odeiam, de fato, os princípios sobre os quais os EUA foram fundados. São alguns dos maiores covardes de toda a história dos EUA. Meu aplauso, para um presidente dos EUA, que é firme… e sorri.

Texto “Smiles for smirks” escrito por Sean Penn. Retirado do Huffington Post, 21/4/2009
Tradução por Luiz Carlos Azenha – www.viomundo.com
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Os limites do capital são os limites da Terra

abril 23, 2009 por admin  
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Por Leonardo Boff*

Uma semana após o estouro da bolha econômico-financeira, no dia 23 de setembro, ocorreu o assim chamado Earth Overshoot Day, quer dizer, “o dia da ultrapassagem da Terra”. Grandes institutos que acompanham sistematicamente o estado da Terra anunciaram: a partir deste dia o consumo da humanidade, em 2008, ultrapassou em 40% a capacidade de suporte e regeneração do sistema-Terra. Traduzindo: a humanidade está consumindo um planeta inteiro e mais 40% dele que não existe. O resultado é a manifestação insofismável da insustentabilidade global da Terra e do sistema de produção e consumo imperante. Entramos no vermelho e assim não poderemos continuar porque não temos mais fundos para cobrir nossas dívidas ecológicas.

Esta notícia, alarmante e ameaçadora, ganhou apenas algumas linhas na parte internacional dos jornais, ao contrário da outra que até hoje ocupa as manchetes dos meios de comunicação e os principais noticiários de televisão. Lógico, nem poderia ser diferente. O que estrutura as sociedades mundiais, como há muitos anos o analisou Polaniy em seu famoso livro A Grande Transformação, não é nem a política nem a ética e muito menos a ecologia, mas unicamente a economia. Tudo virou mercadoria, inclusive a própria Terra. E a economia submeteu a si a política e mandou para o limbo a ética.

Até hoje somos castigados dia a dia a ler mais e mais relatórios e análises da crise econômico-financeira como se somente ela constituísse a realidade realmente existente. Tudo o mais é secundarizado ou silenciado.

A discussão dominante se restringe a esta questão: que correções importa fazer para salvar o capitalismo e regular os mercados? Assim poderíamos continuar as usual a fazer nossos negócios dentro da lógica própria do capital que é: quanto posso ganhar com o menor investimento possível, no lapso de tempo mais curto e com mais chances de aumentar o meu poder de competição e de acumulação? Tudo isso tem um preço: a dilapidação da natureza e o esquecimento da solidariedade geracional para com os que virão depois de nós. Eles precisam também satisfazer suas necessidades e habitar um planeta minimamente saudável. Mas, esta não é a preocupação nem o discurso dos principais atores econômicos mundiais mesmo da maioria dos Estados, como o brasileiro que, nesta questão, é administrado por analfabetos ecológicos.

Poucos são os que colocam a questão axial: afinal, se trata de salvar o sistema ou resolver os problemas da humanidade? Esta é constituída em grande parte por sobreviventes de uma tribulação que não conhece pausa nem fim, provocada exatamente por um sistema econômico e por políticas que beneficiam apenas 20% da humanidade, deixando os demais 80% a comer migalhas ou entregues à sua própria sorte. Curiosamente, as vitimas que são a maioria sequer estão presentes ou representadas nos foros em que se discute o caos econômico atual. E pour cause, para o mercado são tidos como zeros econômicos, pois o que produzem e o que consomem é irrelevante para contabilidade geral do sistema.

A crise atual constitui uma oportunidade única de a humanidade parar, pensar, ver onde se cometeram erros, como evitá-los e que rumos novos devemos conjuntamente construir para sair da crise, preservar a natureza e projetar um horizonte de esperança, promissor para toda a comunidade de vida, incluídas as pessoas humanas. Trata-se sem mais nem menos de articular um novo padrão de produção e de consumo com uma repartição mais equânime dos benefícios naturais e tecnológicos, respeitando a capacidade de suporte de cada ecossistema, do conjunto do sistema-Terra e vivendo em harmonia com a natureza.

Milkahil Gorbachev, presidente da Cruz Verde Internacional e um dos principais animadores da Carta da Terra, grupo ao qual pertenço, advertiu recentemente: Precisamos de um novo paradigma de civilização porque o atual chegou ao seu fim e exauriu suas possibilidades. Temos que chegar a um consenso sobre novos valores. Em 30 ou 40 anos a Terra poderá existir sem nós.

A busca de um novo paradigma civilizatório é condição de nossa sobrevivência como espécie. Assim como está, não podemos continuar. Na última página de seu livro A era dos extremos, diz enfaticamente Eric Hobsbawm: Nosso mundo corre o risco de explosão e de implosão. Tem de mudar. E o preço do fracasso, ou seja, a alternativa para a mudança da sociedade, é a escuridão.

Importa entender que estamos enredados em quatro grandes crises: duas conjunturais – a econômica e a alimentar – e duas estruturais – a energética e a climática. Todas elas estão interligadas e a solução deve ser includente. Não dá para se ater apenas à questão econômica, como é predominante nos debates atuais. Deve-se começar pelas crises estruturais, que se não forem bem encaminhadas, tornarão insustentáveis todas as demais.

As crises estruturais, portanto, são as que mais atenção merecem. A crise energética revela que a matriz baseada na energia fóssil, que movimenta 80% da máquina produtiva mundial, tem dias contados. Ou inventamos energias alternativas, ou entraremos em poucos anos num incomensurável colapso.

A crise climática possui traços de tragédia. Não estamos indo ao encontro dela. Já estamos dentro dela. A Terra já começou a se aquecer. A roda começou a girar e não há mais como pará-la, apenas diminuir sua velocidade ao minimizar seus efeitos catastróficos e adaptar-se a ela. Bilhões e bilhões de dólares devem ser investidos anualmente para estabilizar o clima em torno de 2 a 3 graus Celsius, já que seu aquecimento poderá ficar entre 1,6 a 6 graus, o que poderia configurar uma devastação gigantesca da biodiversidade e o holocausto de milhões de seres humanos.

De todas as formas, mesmo mitigado, este aquecimento vai produzir transtornos significativos no equilíbrio climático da Terra e provocar, nos próximos anos, cerca de 200 milhões de refugiados climáticos, segundo dados fornecidos pelo atual Presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel d’Escoto, em seu discurso inaugural em meados de outubro de 2008. E estes dificilmente aceitarão o veredito de morte sobre suas vidas. Romperão fronteiras nacionais, desestabilizando politicamente muitas nações.

Estas duas crises estruturais vão inviabilizar o projeto do capital. Ele partia do falso pressuposto de que a Terra é uma espécie de baú do qual podemos tirar recursos indefinidamente. Hoje ficou claro que a Terra é um planeta pequeno, velho e limitado que não suporta um projeto de exploração ilimitada.

Em 1961, precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981, empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995, já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40%, e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. Mas, não chegaremos lá. Resta ainda lembrar que entre 1900, quando a humanidade tinha 1,6 bilhões de habitantes, e 2008, com 6,7 bilhões, o consumo aumentou 16 vezes. Se os paises ricos quisessem generalizar para toda a humanidade o seu bem-estar — cálculos já foram feitos — iríamos precisar de duas Terras iguais a nossa.

A crise de 1929 dava por descontada a sustentabilidade da Terra. A nossa não pode mais contar com este fato e com a abundância dos recursos naturais. Nenhuma solução meramente econômica da crise pode suprir este déficit da Terra. Não considerar este dado torna a análise manca naquilo que é a determinação fundamental e a nova centralidade.

Tudo isso nos convence de que a crise do capital não é crise cíclica. É crise terminal. Em 300 anos de hegemonia praticamente mundial, esse modo de produção com sua expressão política, o liberalismo, destruiu com sua voracidade desenfreada as bases que o sustentam: a força de trabalho, substituindo-a pela máquina, e a natureza, devastando-a a ponto de ela não conseguir, sozinha, se auto-regenerar. Por mais estratagemas que seus ideólogos vindos da tradição marxista, keynesiana ou outras tentem inventar saídas para este corpo moribundo, elas não serão capazes de reanimá-lo. Suas dores não são de parto de um novo ser, mas dores de um moribundo. Ele não morrerá nem hoje, nem amanhã. Possui capacidade de prolongar sua agonia, mas esgotou sua virtualidade de nos oferecer um futuro discernível. Quem o está matando não somos nós, já que não nos cabe matá-lo, mas superá-lo.

Repetimos: os limites do capitalismo são os limites da Terra. Já encostamos nesses limites, tanto da Terra quanto do capitalismo. A continuar, seremos destruídos por Gaia, pois ela, no processo evolucionário, sempre elimina aquelas espécies que, de forma persistente e continuada, ameaçam a todas as demais. Nós, homo sapiens e demens, nos fizemos, na dura expressão do grande biólogo E. Wilson, o Satã da Terra, quando nossa vocação era o de sermos seu cuidador, guardião e anjo bom.

Para onde iremos? Nem o Papa, nem o Dalai Lama, nem Barack Obama, nem muito menos os economistas nos poderão apontar uma solução. Mas, pelo menos podemos indicar uma direção. Se esta estiver certa, o caminho poderá fazer curvas, subir e descer e até conhecer atalhos. Esta direção nos levará a uma Terra na qual os seres humanos podem ainda viver humanamente e tratar com cuidado, com compaixão e com amor a Terra, Pacha Mama, Nana e nossa Grande Mãe.

Esta direção, como tantos outros já o assinalaram, se assenta nestes cinco eixos: (1) um uso sustentável, responsável e solidário dos limitados recursos e serviços da natureza; (2) o valor de uso dos bens deve ter prioridade sobre seu valor de troca; (3) um controle democrático deve ser construído nas relações sociais, especialmente sobre os mercados e os capitais especulativos; (4) o ethos mínimo mundial deve nascer do intercâmbio multicultural, dando ênfase à ética do cuidado, da compaixão, da cooperação e da responsabilidade universal; (5) a espiritualidade, como expressão da singularidade humana e não como monopólio das religiões, deve ser incentivada como uma espécie de aura benfazeja que acompanha a trajetória humana, pois ancora o ser humano e a história numa dimensão para além do espaço e do tempo, conferindo sentido à nossa curta passagem por este pequeno planeta.

Devemos crer, como nos ensinam os cosmólogos contemporâneos, nas virtualidades escondidas naquela energia de fundo da qual tudo provém, que sustenta o universo, que atua por detrás de cada ser e que subjaz a todos os eventos históricos e que permite emergências surpreendentes. É do caos que nasce a nova ordem. Devemos fazer de tudo para que o atual caos não seja destrutivo, mas criativo. Então sobrevivemos com o mesmo destino da Terra, a única casa comum que temos para morar.

* Leonardo Boff é teólogo, escritor, professor emérito de ética da UERJ e membro da Comissão da Carta da Terra.
Publicado originalmente na Agência Carta Maior.
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Agulha no palheiro

abril 23, 2009 por admin  
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Hoje estava desmotivado pela política brasileira…

Depois de ouvir a risadinha debochada e porque não dizer ridícula do presidente do STF Gilmar Dantas Mendes, na discussão com Joaquim Barbosa e de assistir a Deputados Federais reclamando do corte da verba nas passagens aéreas, estava chegando à conclusão de que ninguém prestava  no alto escalão da política brasileira.

Porém para a minha satisfação, ao ligar a TV me deparei com o ilustre Magno Malta na TV SENADO. Representante do PR pelo Espirito Santo, discursava no plenário sobre os rumos das investigações da CPI da Pedofilia. Gostei muito do que vi.

O Senador está em uma batalha constante  contra a pedofilia no Brasil. Ele abraçou a bandeira e está fazendo de tudo para combater principalmente a pedofilia na internet.  E o resultado, diferente de outras CPI´s, já está aparecendo. Junto com a Policia Federal , a Interpol e a Polícia Alemã, desmantelaram na semana passada uma rede que abrangia 92 países.

Em uma casa onde a maioria é mal vista, fica aqui o elogio para o senador  que está fazendo o seu dever de lutar por um país melhor.

Para conhecer mais sobre o seu projeto:
http://www.magnomalta.com/
magnomalta@senador.gov.br

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A Globo e você

abril 20, 2009 por admin  
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Vocês já pararam pra pensar como uma única rede de televisão pode ter tanta importância na vida de milhões de brasileiros?  Eu lhe garanto que  mais da metade dos brasileiros  tem mais contato com o Willian Bonner e com a Fátima Bernardes do que tem com a própria família.

A Rede Globo de Televisão está dentro de nossas casas diariamente e nos empurra tudo o que presta e o que não presta. Do Bom Dia Brasil à Novela das oito, quase todos os brasileiros conhecem a programação do canal. Há poucos dias atrás, a nação novamente quase parou para assistiu a futilidade voyeurística do Big Brother Brasil.

A Empresa fundado por Roberto Marinho é uma instituição com fins lucrativos e interesses próprios. Não se apóia em ética ou tem finalidade social. Se assim o fosse, já teriam cancelado o Faustão e aquelas terríveis apresentações do Carnaval Carioca.  Sabemos disso tudo e não discutimos a sua postura e posição. Por essa razão, com o passar dos anos ela se tornou como uma Escola ou Igreja, uma instituição que emana credibilidade sem ser questionada.

Para chacoalhar um pouco a visão que você possa ter dessa empresa, irei disponibilizar uma humorada sátira que encontrei no Youtube feita por Breno Giuseppe chamada  Midiatrix – Manipulação da Mídia além do célebre documentário de 1993  da BBC Inglesa  chamdo Beyond Citizen Kane, traduzido no Brasil como Muito Além do Cidadão Kane, que mostra como a Comunicação de Massa e a  influência da Rede Globo  definiram e definem os rumos  do Brasil.

Vale a pena dar uma olhada!

Midiatrix – Manipulação da Mídia

Muito Além do Cidadão Kane – parte I

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Poder além da vida

abril 18, 2009 por admin  
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Análise do filme: O Poder Além da Vida (Peaceful Warrior- EUA/2006) por Marcio Kochhann.

O filme: “O poder além da vida”, propõe uma reflexão interior, partindo do principio de que a força de vontade, a fissura em determinado objetivo por mais inatingível que pareça, pode ser alcançado, basta acreditar e lutar sem fraquejar.
A força interior demonstrada através do personagem principal, representa-se com nome de “Sócrates”, o suposto homem sábio, mais velho, que é a caricatura do próprio personagem, porém mais experiente, como acredita-se que será no futuro.
O Sócrates, o eu do personagem, faz ele acreditar no poder do pensamento e mostra-se decisivo para que o personagem ganhe o tão sonhado troféu.

Neste sentido a mensagem final nos faz pensar em alguns fatores chaves:

a) O que realmente queremos da vida e o poder que temos agora?
Não basta acumularmos conhecimento é necessário sabedoria, pois sabedoria é colocar em prática o conhecimento.

b) O que podemos fazer para mergulharmos em nosso interior, nos auto-conhecer, para melhorar nossa vida? É necessário estarmos atentos para saber escutar e refletir sobre nossos atos.

c) A felicidade não se é obtida no final de uma conquista, mas sim durante seu desenrolar ou caminho.
É incrível como as experiências pelas quais somos submetidos ao longo da vida modificam nosso comportamento, sendo preciso uma derrota para se dar valor ao todo.

d) Todos temos em nosso interior, um gigante em potencial adormecido, o nosso espírito humano de superação, basta acreditarmos e libertá-lo, sendo 100% decidido no que fazemos e acreditando sempre que podemos ir além.

Retirado do site: http://www.via6.com/topico.php?cid=10054&tid=184411

Adiciono aqui algumas frases retiradas do filme:

Todos lhe dizem o que fazer e o que é bom pra você. Não querem que você encontre suas próprias respostas. Querem que você acredite nas respostas deles. Pare de escutar os outros e ouça o que tem no seu interior.”



“As pessoas temem o que há por dentro. Mas é o único lugar onde encontrarão respostas”.

“As pessoas não são o que elas pensam.”



“O hábito é um problema. Só precisa estar consciente de suas escolhas e ser responsável por seus atos.”

“Retire seu lixo mental. Ele atrapalha o que realmente importa: o aqui e agora.”

“Não existe tristeza na morte, há tristeza em quem não aproveita a vida.”

Trailer do filme:

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Religião: Consumo

abril 16, 2009 por admin  
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Texto de Frei Betto publicado no Jornal O Dia 01/04/01

AYoung & Rubicam, uma das maiores agências de publicidade do mundo, divulgou a lista das 10 grifes mais famosas:

  • Coca-Cola,
  • Disney,
  • Nike,
  • BMW,
  • Porsche,
  • Mercedes-Benz,
  • Adidas,
  • Rolls-Royce,
  • Calvin Klein e
  • Rolex.

A Fitch, consultoria londrina de design, no ano passado realçou o caráter divino dessas marcas, assinalando que, aos domingos, as pessoas preferem o shopping à missa ou ao culto.

Em favor de sua tese, a empresa evocou dois exemplos: desde 1991, aproximadamente 12 mil pessoas celebraram núpcias nos parques da DisneyWorld, e estão virando moda os féretros marca Harley, nos quais são enterrados os motoqueiros fissurados em produtos Harley Davidson.

A tese não carece de lógica. Ainda engatinhando, a Revolução Industrial descobriu que as pessoas não querem apenas o necessário. Se dispõem de poder aquisitivo, adoram ostentar o supérfluo. A publicidade veio ajudar o supérfluo a impor- se como necessário.

Se chego à casa de um amigo de ônibus, meu valor é inferior ao de quem chega de BMW. Isso vale para a camisa que visto ou o relógio que trago no pulso. Não sou eu, pessoa humana, que faço uso do objeto. É o produto, revestido de fetiche, que me imprime valor, aumentando a minha cotação no mercado das relações sociais.

O pecado original dessa nova religião é que, ao contrário das tradicionais, ela não é altruísta, é egoísta; não favorece a solidariedade, e sim a competitividade; não faz da vida dom, mas posse.

E o que é pior:
acena com o paraíso na Terra e manda o consumidor para a eternidade completamente desprovido de todos os bens que acumulou deste lado da vida.

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Manual de Instruções para a Vida

abril 14, 2009 por admin  
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Através de uma analogia singela, o vídeo mostra como normalmente vivemos sem ao menos refletir sobre como os nossos credos atingem o nosso modo de viver.

Desenvolvido pela QualiaSoup, possui legenda disponível em Português.

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