Apr 3, 2009
Hoje em dia, um mix de hip-hop com pop e dance music contaminam os quatro cantos do mundo. Bem, isto se deve ao fato de que o nome Indústria Musical não foi criado à toa e este fenômeno está longe de ser uma moda derivada do acaso. Como toda Indústria, a da musica também visa o lucro. E para obtê-lo, você não necessariamente precisa produzir o melhor produto ou ter a melhor qualidade.
Após 20 anos de certa estabilidade financeira proporcionada pelo neoliberalismo, algumas economias de países emergentes cresceram e junto com elas a indústria de comunicação de massa. Agora junte a isso, milhões de pessoas que ascenderam socialmente (que por virem do campo possuem uma tradição oral muito maior do que a escrita) a conceitos deturpados de valores que são passados pelas letras de música tocadas hoje em dia e a besteira estará feita.
Ao ligar a TV e ver um clipe, o jovem (que naturalmente sente a necessidade de se inserir em grupos e de moldar a sua personalidade) utiliza dos símbolos e imagens de “sucesso” que são divulgados pelos “ícones” da cultura pop. Faça um teste… Ligue a televisão e coloque na MTV ou MULTISHOW e observe os clipes internacionais.
Você verá que por volta de:
10% falam que você deve ser rico
20% falam para você ser rico e fazer pose de gangster
30% falam para você ser rico, fazer pose de gangster e ter a mulher mais desejada que possa existir
40% falam que se você não for isso, você será um fracassado.
99% Usam sensualismo e sexo para te convencer.
Resultado: Até mesmo no Japão, que possui uma forte cultura nacional, os jovens estão se vestindo como rappers, rockers e emos. Não só lá, mas como aqui e em vários países do mundo que não possuem nenhuma identidade se quer parecida com a que é passada pelos movimentos musicais. O comum a todos é a crescente falta de identidade.
O Brasil é um caso a parte, absorve essa cultura criada lá fora, mas por ter proporções continentais, também tem uma indústria forte que cria os seus modelos e modas, que como as estrangeiras, pecam pela falta de qualidade ao utilizar exageradamente de valores sensuais. Vide o funk carioca.
Ao achar que não podia ficar pior, me lembro da razão número um dos compositores. O amor … Até o mais belo dos sentimentos é modificado para atender aos interesses do capital. Afinal, o coração partido, tema de tantas canções, nasceu dessa nossa falta de nós mesmos. Dessa busca incessante do eu nos outros. Mas isso é assunto para outro post.
Carros, celulares, estilos e desejos materiais nos são vendidos diariamente em forma de entretenimento.
A melhor maneira de se inverter isso é utilizar das mesmas ferramentas para se vender o bem.
Pense nisso!

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