A Última Hora
A Última Hora (The 11th Hour) é um documentário de 2007, narrado e produzido por Leonardo DiCaprio que aborda os desastres naturais causados pela própria humanidade. Tive o prazer de assisti-lo enquanto me recuperava da minha pequena cirurgia de desvio de septo (razão pela qual este site ficou sem atualizações por mais de uma semana).
É um ótimo documentário bem embasado e que conta com mais de 50 entrevistas de renomados cientistas e lideres do planeta, tais como Stephen Hawking e o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev. Serve para nos alertar dos problemas que vem sendo causados constantemente pelo ser humano ao longo dos últimos 50 anos.
Diferente de outros documentários apocalípticos, este enfoca em como nós, seres humanos que vivemos nesse momento tão delicado da história do planeta podemos fazer a transição de vilões para mocinhos. Podemos ser a geração que irá mudar o planeta e criar um novo modo de pensar e agir.
Aconselho o filme a todos!
Eduardo Marques
Veja o trailer.
A sabedoria de uma criança
Este é um dos vídeos mais lindos que eu já assisti no Youtube.
Durante a ECO 92, a estudante canadense Severn Cullis-Suzuki, nos mostrou de forma clara e emocionante que só depende de nós a construção de um mundo melhor.
A religião como um caminho
maio 17, 2009 por admin
Arquivado em Destaques, Espiritualidade
Por muito tempo me considerei um ferrenho crítico das religiões ocidentais. Não conseguia entender como as pessoas podiam acreditar piamente em coisas tão simbólicas e recheadas de mitologia como as demonstradas no Antigo e Novo Testamento. Não me parecia certo entregar a vida a uma Igreja desatualizada e a pregadores, que se mostravam despreparados.
Com o tempo essa minha visão mudou. Não, não fui catequizado nem convertido. Apenas abri os meus olhos para um entendimento mais universal do ser humano.
A vida é dura e por muitas vezes o caminho a traçar não é nada fácil. O que não deixa de ser belo e admirável, diga-se de passagem. Porém, nessa corrida pela sobrevivência, o egoísmo e a vontade individual de se sobressair a qualquer custo dessa jornada nos moldaram como somos. Egoístas. Isso foi necessário em grande parte do nosso percurso. A diferença agora é que não temos mais predadores e nem escassez de alimentos. A mudança que devemos ter como meta daqui para frente é a mudança da mente. E é nesse ponto em que as religiões entram. Em geral, todas falam de amor, de perdão, de mudança de comportamento e de fraternidade. Os exemplos são os mais variados.
Agora você me pergunta, porque então devemos seguir a religião para alcançar a mudança interior? Na verdade, nós necessariamente não precisamos. Se conseguirmos entender através da razão o valor que cada pessoa possui e que todos merecem ter uma vida digna e prospera, teremos alcançado um novo estágio como humanos.
Teremos destruído o egoísmo que não é mais útil para desenvolvermos outros sentidos. Porém a razão é só um caminho. Existem outros que apesar de diferentes, levam para o mesmo fim. Cada um ao seu modo, com seus símbolos e mitos que não são nada mais do que uma forma de se comunicar. Devemos respeitar as pessoas que buscam os seus caminhos nas mais diferentes religiões porque um dia todos conseguirão compreender que o futuro dos homens é a paz, não somente porque a religião diz e sim porque somente assim restabeleceremos a harmonia com a Terra mais uma vez.
Eduardo Marques
A classe média brasileira
No Brasil todos querem ser de direita. Todos querem ter carro, eletrônicos, viajar, consumir e se divertir.
Para ser bem aceito, mostrar que sabe das coisas, o cidadão classe média padrão brasileiro (aquele que vem pré formatado de fábrica), assina a VEJA, reclama do presidente e acha que privatização é a solução do Brasil, além de apontar que a influência do estado deveria ser minima, pois só o investimento privado pode salvar a nação.
Afinal, existe muita corrupção com o dinheiro público não é mesmo?
Não percebem que não é a atuação do Estado que tem que ser menor e sim o serviço do estado que tem que ser melhor.
Lembre-se, a função do estado é servir o povo e isso não é necessariamente o foco da iniciativa privada, que visa o interesse próprio acima do bem coletivo.
O pessoal tende a confundir a ineficiencia do estado tendo como base o modo como ele está sendo aplicado nesta epoca com a sua real utilidade.
No final nas contas, quem manda no estado é o próprio capital, o interesse privado pois tudo é feito pensando nas empresas.
Um simples exemplo disso:
A matriz de transporte brasileira é baseada em rodovias porque foi preciso agradar as empresas de borracha, as industrias automotivas que iriam se instalar no país e outras empresas americanas e europeias no passado. Se o Estado realmente se importasse com o povo, teria instituido um sistema ferroviario que é muito mais lógico e inteligente para as nossas proporções.
O problema do nosso estado é que ele pensa muito mais no dinheiro do que no desenvolvimento.
A verdade é que é muito mais facil culpar o estado, ir na onda, tirando o foco do articulador-raiz do problema que é o poder desenfreado da iniciativa privada aliada à corrupção criada pelos membros responsáveis pelo estado.
LOST
Lost é considerado por muitos críticos a melhor séria de televisão da atualidade. Compartilho dessa idéia e explicarei porque este seriado de suspense/drama e porque não dizer ficção cientifica, conseguiu angariar tantos fãs ao redor do mundo.
Diferentemente de outras séries e novelas, Lost não é *Mainstream, não foi feito para todos.
J. J. Abrams e Damon Lindelof, criadores da série, apostaram alto quando decidiram contar de forma intrigante a história de um grupo de sobreviventes de um acidente aéreo em uma ilha do pacifico. Ao invés de abordar os problemas de relacionamento, base comum a quase toda novela/seriado, resolveram colocar o telespectador como um dos personagens. Simplesmente perdido numa trama cheia de mistérios.
O que encanta ao começar a assistir a primeira temporada de LOST é que ao invés de você saber o que acontece no plano maior das ações (como ocorre no cinema, quando você assiste o vilão indo pegar a mocinha desprevenida), você sabe exatamente a mesma coisa que o personagem no momento. Está tão “perdido” como ele. Além de explorar esse lado, os produtores utilizaram de muita filosofia para construir os personagens, algo que ficou evidenciado nos nomes de alguns, vide John Locke, Desmond Hume e Rousseau.
Entretanto, no decorrer das temporadas os mistérios que outrora fantasiosos se mostram reflexos de desencadeamentos anteriores. O fantasioso dá lugar à cientificidade e assim, a ficção cientifica toma a rédea ao tentar explicar os mistérios criados em cinco temporadas.

Logo de uma das estações de estudo da Dharma Initiative
O mais divertido de assistir Lost talvez não seja o fato de acompanhar a saga e sim, de discutir as teorias criadas por uma imensa comunidade global de fãs do seriado. Hoje, tanto produtores como fãs, criam materiais extras para divertimento e apoio para o telespectador achar as soluções dos mistérios criados. O Lost Experience jogo de realidade alternativa é somente um desses materiais que povoam a internet.
Há até alguns fãs que questionam se os produtores sabem o que estão fazendo , se estão simplesmente enrolando. A verdade é que o seriado já tem data para acabar. Será em maior de 2010 com o término da sexta temporada. Afinal, o seriado é um bem bolado mistério que tem sido resolvido nos últimos cinco anos com maestria incomum em séries televisivas.
Fica aqui a minha sugestão para você continuar assistindo ou começar a assistir a série.
Afinal, “Only fools are enslaved by time and space”
Eduardo Marques
Uma humorada solução para os fãs de LOST
Mais info:
*Mainstream é o pensamento corrente da maioria da população. Inclui tudo que diz respeito a cultura popular, e é disseminado principalmente pelos meios de comunicação em massa.
A escravidão capitalista
Texto por Guilherme Guerato – Brasília/DF.
Quando na escola estudamos sobre a escravidão que foi vivida por diversos povos em diferentes nações e épocas, ficamos alarmados com tal situação de servidão e humilhação que seres humanos eram submetidos. Darwin na sua expedição pelo mundo, quando de passagem pelo Brasil em uma fazenda no Rio de Janeiro, dizia se sentir enojado pela escravidão que era obrigado a presenciar. Na verdade Darwin não sabia que o novo sistema econômico que estava surgindo no mundo seria a verdadeira escravidão: o Capitalismo.
A escravidão era dura e simples, pessoas eram vendidas como mercadorias e eram exploradas para trabalhar em troca de uma pobre alimentação e uma moradia em condições precárias. Era abominável e chocante a forma como tratavam as pessoas. O mundo mudou, se industrializou, passando por duas grandes eras industriais iniciadas na Inglaterra e então veio o sistema de produção.
Porém, duas grandes guerras no último século mudaram a estrutura político social conhecida no planeta. Saia de cena a Inglaterra (como nação dominante) para a ascensão de dois eixos apoiados em dois regimes econômicos distintos. O primeiro denominado ”eixo do mal” comandado pela antiga União Soviética mais alguns países mundo a fora como Cuba e Coréia do Norte formavam seu alicerce. Do outro lado, tínhamos os Estados Unidos da América e os seus aliados da OTAN.
A URSS tinha um sistema falho e corrupto, pois está no ser humano sempre querer competir e buscar por algo mais. O que o Estado oferecia não era o confortável e nem o mínimo para se sentir bem, o básico oferecido costumava passar próximo à linha do limite para a necessidade. Já os aliados, viam o capitalismo se expandir, pois convencia pessoas de que a chave para felicidade naquele mundo pós guerra era o consumo. Movidos pelos EUA, a globalização veio como um tsunami atingindo quase todas as nações no planeta e acabou por desmantelar a antiga URSS em diversos países sujeitos ao regime capitalista.
Estava tudo claro e fácil, para um domínio absoluto de um sistema que quando desdobrado não passava de um sistema de escravidão mais eficiente. O ser humano vendeu sua alma não no sentido religioso, mas no sentido da sua consciência ser contaminada pela ligação da felicidade ao valor monetário. As questões morais, sociais e familiares, vêm perdendo importância a cada dia. O que nos torna mais frios e mais sujeitos a nos corromper por esse sistema, que nos ludibria vendendo o bem estar através do consumo.
Esse consumo não é apenas de bens materiais, mas de pessoas, do ser humano individual. O sistema se alimenta da sua produção que se transforma em consumo, é cíclico. Na verdade estamos vivendo uma escravidão muito bem estrutura e disfarçada, mas que é muito mais cruel que o velho sistema conhecido. Sua identidade, seu bem estar pelas coisas mais simples, seus valores vão se perdendo a cada dia, a cada dia que mergulhamos mais e mais nesse funil.
Quanto tempo vamos girar nesse sistema? Difícil dizer, talvez não dependa de nos responder isso, mas sim do planeta. Saber quanto mais tempo ele suportará esse sistema que não consome apenas as pessoas, mas também os recursos disponíveis que promovem a sustentabilidade da vida.


