Dualidade política

A eterna luta entre Direita X Esquerda
A concepção cartesiana de dualidade, segundo a qual entendemos as coisas através da explicação dos opostos, está condicionada a achar explicações duais para tudo. Para a maioria das pessoas, uma coisa só pode existir porque há um inverso para ela. Exemplos como sim e não, céu e inferno e bem e mal fazem parte do entender individual. Dessa maneira, o nosso modo de compreender as coisas está condicionado (porque não dizer viciado), a achar explicações duais para tudo.
Na política as coisas não são diferentes. Para dar um exemplo próximo, vejamos como funciona o cenário brasileiro. Habitado por diversos partidos eleitorais, ele basicamente se divide entre esquerda e direita. Ideais e coligações são defendidos por ambos os lados, muitas vezes alimentados por paixões extremas.

O pré-sal é um belo exemplo de comportamento pautado por paixões e interesses. De certo, é um trunfo do governo para o futuro. Porém, pode se perder no desenrolar dos interesses. Enquanto a esquerda o usa para fazer propaganda eleitoral, a direita tenta tirar o seu brilho. No final, eles brigam entre si e deixam a população a mercê dos resultados da batalha. O que era pra ser uma ferramenta incontestável de desenvolvimento se torna objeto de um jogo de poder. É nessas horas que tento entender como que a razão instrumental analítica que tanto espaço já ganhou no campo científico, não é mais presente no social. A resposta é simples. EDUCAÇÃO.

Como ignorantes sociais; deixamos-nos levar pelas ondas da mídia e do cotidiano banal. Ao não nos perguntarmos por que as coisas são assim as deixamos ser do jeito que planejam para a gente. Isso não é uma falha existente somente nas classes menos afortunadas e desprovidas de ensino. Está também presente em vários grupos de alto poder aquisitivo que ao invés de pensar em como salvar o mundo, pensam somente em se salvar no mundo.
Enfim, educação moral reflexiva é importante para entendermos o nosso papel na construção de uma nação e mundo melhores.
Na próxima eleição, não pense em dimensões duais de esquerda e direita, pense em formas racionais de como resolver os nossos problemas.
Eduardo Marques
Poder da televisão
setembro 8, 2009 por admin
Arquivado em Life Style, Mídia, Vídeos
Parte do filme Rede de Intrigas (Network) de 1976 que foi extraído e utilizado para o excelente documentário Zeitgeist Addendum.
Deus existe?
setembro 8, 2009 por admin
Arquivado em Destaques, Razao x Fé, Sociedade

Essa é uma pergunta que muitos não têm coragem de se fazer, mas que é extremamente importante para nos entendermos.
Deus existe? Se existe o que é? Por que é? Para tentar responder, convido-lhe a voltar ao passado.
Até pouco tempo, por volta de três mil anos atrás, todo o planeta era politeísta. Civilizações e tribos criavam deuses diferentes para cada ocasião. Esses deuses costumavam personificar os comportamentos e necessidades de cada povo. Hoje ilustram a sua mitologia, como podemos ver nos ricos exemplos das culturas grega e egípcia.

Culto ao Deus Aton
Ainda a três mil anos atrás, para ser mais preciso em 1346 a.c, Amen-hotep IV se tornou faraó do Egito. Após cinco anos, já como Akhenaton, aboliu o panteão dos deuses egípcios e instituiu o culto ao Deus único Aton. Isso pode parecer pouca coisa, mas talvez tenha sido ele o criador da idéia do monoteísmo.
Sua tentativa de comandar o Egito sobre a égide de um Deus único sofreu ataques que culminaram em sua morte. Cem anos após a tentativa fracassada de Akhenaton, viria a terra Moisés. Personagem bíblico que também proveio do Egito, unificou os judeus e os moldou durante os quarenta anos no deserto ao pensamento de um deus único. Este foi o período necessário para extirpar o pensamento politeísta que até então estava enraizado nos hebreus. Com uma nova geração de seguidores, tomou Canaã.
Mil anos depois, nasceria Jesus em berço judeu. Até aquele momento, a Judéia era uma das poucas ilhas monoteístas de um mundo politeísta. O pensamento religioso de então que já tinha dado um pulo imenso ao unificar as divindades em uma entidade, viria a conhecer uma terceira etapa…
Com idéias novas sobre fraternidade e igualdade, o pensar cristão ganhou Roma e se propagou.
Desde então, já se passaram dois mil anos e apesar do desenvolvimento cientifico, o pensamento religioso ocidental quase nada mudou. Muita gente cultua até hoje diversos deuses nas figuras dos santos. Afinal, cada santo serve pra alguma coisa né? Outros veneram um Deus que não entendem, mas que acham certo venerar, pois está escrito em um livro.
O pensamento religioso deve evoluir assim como nosso conhecimento cientifico. Hoje existem muitos ateus porque o pensamento religioso atual não é mais o suficiente para as novas mentes. Porém, isso não quer dizer que não haja a figura de Deus. Para as novas mentes, o Deus cristão, do céu e inferno, de Adão e Eva, já está na prateleira de mitologias.
Por milênios, em todas as civilizações, esteve inerente a crença em algo superior. A crença nessa(s) entidade(s) só mudava em relação à vestimenta. O ponto de acordo em quase todas elas está no seu ínfimo. No seu denominador comum que é a personificação de um criador por detrás das cortinas.
Talvez esteja no ser humano essa crença cultural de que há alguém olhando por nós e que cuida do mundo. Ela muda de tempos em tempos de acordo com o avanço do conhecimento. Se ele existe ou não, cabe a nós continuar a busca e adaptá-lo à nossa realidade cientifica. Talvez o encontrando, a gente consiga compreender a nossa própria existência ao entender a roda da evolução na qual estamos todos inseridos.


