Deus existe?
setembro 8, 2009 por admin
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Essa é uma pergunta que muitos não têm coragem de se fazer, mas que é extremamente importante para nos entendermos.
Deus existe? Se existe o que é? Por que é? Para tentar responder, convido-lhe a voltar ao passado.
Até pouco tempo, por volta de três mil anos atrás, todo o planeta era politeísta. Civilizações e tribos criavam deuses diferentes para cada ocasião. Esses deuses costumavam personificar os comportamentos e necessidades de cada povo. Hoje ilustram a sua mitologia, como podemos ver nos ricos exemplos das culturas grega e egípcia.

Culto ao Deus Aton
Ainda a três mil anos atrás, para ser mais preciso em 1346 a.c, Amen-hotep IV se tornou faraó do Egito. Após cinco anos, já como Akhenaton, aboliu o panteão dos deuses egípcios e instituiu o culto ao Deus único Aton. Isso pode parecer pouca coisa, mas talvez tenha sido ele o criador da idéia do monoteísmo.
Sua tentativa de comandar o Egito sobre a égide de um Deus único sofreu ataques que culminaram em sua morte. Cem anos após a tentativa fracassada de Akhenaton, viria a terra Moisés. Personagem bíblico que também proveio do Egito, unificou os judeus e os moldou durante os quarenta anos no deserto ao pensamento de um deus único. Este foi o período necessário para extirpar o pensamento politeísta que até então estava enraizado nos hebreus. Com uma nova geração de seguidores, tomou Canaã.
Mil anos depois, nasceria Jesus em berço judeu. Até aquele momento, a Judéia era uma das poucas ilhas monoteístas de um mundo politeísta. O pensamento religioso de então que já tinha dado um pulo imenso ao unificar as divindades em uma entidade, viria a conhecer uma terceira etapa…
Com idéias novas sobre fraternidade e igualdade, o pensar cristão ganhou Roma e se propagou.
Desde então, já se passaram dois mil anos e apesar do desenvolvimento cientifico, o pensamento religioso ocidental quase nada mudou. Muita gente cultua até hoje diversos deuses nas figuras dos santos. Afinal, cada santo serve pra alguma coisa né? Outros veneram um Deus que não entendem, mas que acham certo venerar, pois está escrito em um livro.
O pensamento religioso deve evoluir assim como nosso conhecimento cientifico. Hoje existem muitos ateus porque o pensamento religioso atual não é mais o suficiente para as novas mentes. Porém, isso não quer dizer que não haja a figura de Deus. Para as novas mentes, o Deus cristão, do céu e inferno, de Adão e Eva, já está na prateleira de mitologias.
Por milênios, em todas as civilizações, esteve inerente a crença em algo superior. A crença nessa(s) entidade(s) só mudava em relação à vestimenta. O ponto de acordo em quase todas elas está no seu ínfimo. No seu denominador comum que é a personificação de um criador por detrás das cortinas.
Talvez esteja no ser humano essa crença cultural de que há alguém olhando por nós e que cuida do mundo. Ela muda de tempos em tempos de acordo com o avanço do conhecimento. Se ele existe ou não, cabe a nós continuar a busca e adaptá-lo à nossa realidade cientifica. Talvez o encontrando, a gente consiga compreender a nossa própria existência ao entender a roda da evolução na qual estamos todos inseridos.
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Sharp Random comentou ter, 8th set 2009 22:26
Antropomorfismo, reducionismo seriam lugares-comum da argumentação contrária à negação do Criador.
Sabedores que somos da imensa distância que ainda existe entre nós e nós mesmos, inexplorada, socrática, platônica, antiquíssima perquirição… “conhece-te a ti mesmo” e escrito do lado de dentro do Portal, conforme reza a lenda, a sequência, “e descobrirás o universo”, sugerimos o conceito da co-Criação.
Conceito esse exarado por André Luiz em psicografia de Waldo Vieira e Chico Xavier, no capítulo 1 da 1ª Parte da obra “Evolução em Dois Mundo”, ítens Co-Criação em Plano maior e Co-Criação em Plano menor, dando conta da progressão ad-eternum da consciência humana.
No meu humilde entendimento, até o momento, concebo a Criação como delegação meritória de Deus aos seus filhos mais aplicados no Bem que evoluindo expandem seus poderes mentais através do exercício do Amor Incondicional a níveis inimagináveis e tal Poder, assim constituído, agrega as inteligências menores, dinamicamente subordinadas, num concerto magnífico onde cada uma desempenha um rol de atividades que concorrem para o progresso geral, mesmo quando por estreiteza do campo visual do observador, se conclua pelo caos ou prevalência do mal.
Os maestros, as inteligências arquitetas superiores, são fulcros de irradiação que, ao influxo magnético da sintonia com a vontade de Deus estabelecem centros gravitacionais, agregam matéria, consubstanciam energia da dimensão sutil e constroem as moradas, os planetas, sistemas, galáxias, dimensões… O colapso quântico da física de partículas vem convergindo as concepções espiritualistas com as da ciência nova.
O continuum da vida, ‘irrepresável’ na carne, transcendente e Bela ainda é um mistério, o que diremos da confiança numa providência Divina que está muito além das necessidades transitórias materiais, sem desmerecê-las, claro.
Perguntado aos Imortais onde estão escritas as Leis de Deus e a resposta foi sintética: Na consciência.
Abraço forte.
Eduardo comentou sex, 11th set 2009 9:17
A inscrição na entrada do templo de Delfos que delineou o pensamento de Socrates é realmente a chave para descobrirmos o resto. Ao conhecermos a nós mesmos, ao entendermos a nossa existência, conseguiremos visualizar o que nos aguarda e o que temos capacidade para fazer.
Obrigado pela rica colaboração!
Fique por dentro Deus » Blog Archive » Deus existe? | Pensar 21 comentou qua, 23rd set 2009 12:11
[...] e entender como o monoteísmo ascendeu em um cenário cheio de deuses na Terra. fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]