Brasília de Arruda, Roriz ou dos brasileiros?

dezembro 6, 2009 por admin  
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Brasília é uma cidade singular de difícil comparação com qualquer outra no país.  Seja por seus defeitos ou acertos, a sua distância das outras capitais ou o seu alto padrão de vida, a capital do País sempre respirou um ar diferente. Independente disso, ela se assemelha quando o assunto é corrupção. O verdadeiro mal generalizado desse País.

Às vésperas de completar cinqüenta anos, a cidade presenciou o seu maior escândalo político na esfera regional até então. Para uma maior compreensão dos que são de fora, a cidade possui dois universos distintos com uma pequena intersecção entre eles.

Há a esfera Federal e a esfera Distrital.  A primeira é formada por funcionários públicos provenientes de todo o país que trabalham nos órgãos governamentais da federação e que possuem uma excelente qualidade de vida. A elite política dessa esfera é eleita por todos os brasileiros a cada quatro anos. Já a segunda, é formada pela composição distrital. Homens e mulheres provenientes em sua maioria dos estados de Minas Gerais, Goiás e do nordeste brasileiro. Eles formam o grosso dos habitantes do DF. Assim como os primeiros, esses homens e mulheres vivem na cidade sob a direção do Governo do Distrito Federal.

gdf_internaO Governo do DF por muitos anos foi conduzido (se não me engano foram quatro mandatos) por Joaquim Roriz. Político populista que fez do entorno de Brasília uma grande favela, ficou conhecido por fazer um governo direcionado a amigos. Encheu a máquina pública de parceiros (para não dizer comparsas) e governou o DF como quem comandava uma fazenda.

Após anos de desgovernança, cedeu lugar a José Roberto Arruda. Este, perdoado pelos brasilienses no caso do painel do Senado, aparecia como uma esperança de um rumo melhor à Brasília que até então assistia a uma luta desenfreada entre o PMDB e o PT a cada eleição. Eleito, Arruda enxugou as secretarias e desfez a maioria dos cabides de empregos de Roriz. Com a ajuda do vice-governador Paulo Octávio, transformou a gerência fazendária herdada de Roriz em uma administração empresarial.

Porém, o que parecia bom demais para ser verdade foi descortinado recentemente pela Polícia Federal. Ao que tudo indica, Arruda conseguiu apoio da base governista anterior (fiel a Roriz, como quem é temente a Deus) na base da compra de votos. O agora conhecido Mensalão do DEM do DF.

Isso nos remete a uma indagação. Até quando ficaremos quietos? Por décadas e décadas não só em Brasília, mas em todo o país, os governantes que deveriam direcionar nossa nação ao desenvolvimento são conhecidos por se apropriar do dinheiro público. Reclamamos e depois de um tempo as coisas continuam como se nada tivesse acontecido.

Uma reforma política é necessária e devemos lutar por isso. A democracia no Brasil ainda é defeituosa. Os estudantes que invadiram a Câmara Legislativa devem continuar lá, pois é indignante saber que de vinte e quatro deputados, somente cinco não foram mencionados pela PF na Operação Pandora. Se há alguma esperança na Câmara Legislativa do DF, ela está nas mãos de Chico Leite, Erika Kokay, Cabo Patrício, Paulo Tadeu e Reguffe.

Acorda Brasil!

Eduardo Marques

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Nem toda brasileira é bunda, mas toda generalização é burra!

dezembro 6, 2009 por admin  
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A piada do ator Robin Williams foi, no mínimo, infame. Acredito que não houve um brasileiro sequer que tenha ficado impassível ao ouví-la. Contudo, não podemos deixar de fazer uma breve reflexão sobre a imagem que nosso país tem no mundo. Há décadas o Brasil é vendido no exterior como república da bunda, do carnaval, do sexo, da libertinagem. Até pouco tempo atrás vídeos institucionais promoviam nossa terra mãe gentil apelando para o clichê: carnaval, futebol, samba e mulheres.

O Brasil está na moda. Isso é fato. Nunca na história desse País tivemos tanta visibilidade internacional e tantas celebridades circulando por aqui. Ora, não é de se estranhar que os gringos, ao se depararem com a desinibição de nossas meninas, tenham reações acaloradas como a do rapper americano P.Diddy que, em recente passagem pelo Rio de Janeiro, postou em seu Twitter a inequívoca constatação: “o Brasil é como um tsunami de bundas”.

Enquanto isso, do outro lado do oceano Atlântico, a palavra “brasileira” virou sinônimo de prostituta. Preconceito? Antes fosse! A Europa recebeu nos últimos anos milhares de conterrâneas (de todos os sexos) que emigraram ilegalmente em busca de, digamos, uma maior rentabilidade para seu negócio.

robin_williams_bunda_intrernaA super exposição de nossas mulheres somada ao interesse da imprensa internacional em explorar nossas tragédias cotidianas, muitas delas deflagradas pelo narcotráfico, resulta na visão óbvia e generalizante expressa pelo ator americano. O episódio da piada sem graça deixa claro que a imagem externa do Brasil e do brasileiro é lamentável.

Bem, depois de contar até ten e jurar nunca mais assistir a um filme de Williams, talvez essa seja uma boa hora de refletirmos seriamente sobre a nossa identidade nacional e quanto nossa imagem internacional é realmente distorcida. Quem sabe, não seja esse um bom momento para começarmos a expor para o mundo as coisas extraordinárias que temos. Afinal, nem toda brasileira é bunda e nem todo brasileiro é traficante.

Artigo enviado por:
Vanina Machado
Revisado por:
Eduardo Marques
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