Ideias moldam o mundo

A competição predatória

A competição predatória

abr 18, 2010

O clima de competição predatória e de individualismo entre a sociedade nos dias de hoje é crescente. O capitalismo se alimenta da competição. Sem esse processo o sistema econômico atual estaria morto. A competição estimula o desempenho e melhora a qualidade dos trabalhos, serviços e produtos. Todavia ,quando é predatória como no mundo atual, ou seja, quando considera as metas a serem atingidas mais importantes do que o processo utilizado para atingi-las, torna-se desumana e destrutiva.

A competição predatória anula os valores altruístas da inteligência, anula a humanidade dos competidores. A necessidade do sucesso e o medo do fracasso são constantemente lobotomizados num sistema educacional falho que discrimina, julga e credencia a inteligência por um sistema de provas e notas que não estimula o pensar e vai desde cedo repreendendo o estimulo ao raciocínio critico.

Crescemos numa sociedade que tende a ser padronizada, de várias formas, pelo consumo, pela forma de pensar, pela forma de criticar e pela forma de raciocinar é como se fossemos treinados dentro de um modelo padrão.  Nesse modelo fechado somos estimulados a competir por tudo e essa competição tende cada dia mais a ser uma competição fria e racional, onde o emocional é desprezado. As conseqüências? O acelerado crescimento de depressão que caminha na mesma velocidade da evolução social.

A busca incondicional do ser humano por ser o número um é a tendência atual, em muitas situações nem sabemos bem o que buscamos, anulamos nosso emocional, nossa intuição e simplesmente, como robôs, tomamos decisões baseadas em um suposto “padrão”  que nos leva a traçar planos e metas que não necessariamente representem nossa identidade, mas sim o que a sociedade apresenta como a nossa felicidade.

O que se vê é uma comunidade social descaracterizada de personalidade, cada dia mais infeliz no seu interior onde nunca se foi tão útil o uso de mascaras sociais que nos ajudem a demonstrar uma felicidade artificial, ou mesmo a compra dessa felicidade o verdadeiro catalisador do sistema capitalista que através de um consumo superficial e acelerado nos da uma falsa sensação de êxtase transitória.

Pela falta de estímulo ao raciocínio critico, ao pensar , estamos desestimulados a buscar o que realmente nos faça sentir bem. Sempre estamos em busca dos padrões colocados pela sociedade. Construindo uma personalidade vinculada a um perfil de tendência que nos leva a perda do nosso individual e de uma busca pelo auto conhecimento em pró de uma arena predatória que estamos condicionados a estar e sobreviver.

Guilherme Guerato
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