Dilma e Serra em: A Democracia no Brasil
Em breve milhões de brasileiros comparecerão obrigatoriamente nas modernas urnas eletrônicas com tecnologia de biometria encomendadas pelo TSE para “celebrar” a festa da democracia.
A frase acima bem que poderia ser a sinopse de um filme de ficção de segunda, mas não é. Em outubro deste ano teremos, sim, que decidir entre praticamente dois candidatos o posto de presidente do país. Mas quem os colocou lá? Chegaram de forma democrática?
É de conhecimento geral que o presidente Lula decidiu e em um passe de mágica fez Dilma a candidata do PT. Afinal, quem dentro do partido discutiria com o cara mais popular do Brasil? Independente da sua pouca experiência e conhecida falta de carisma e educação, Dilma foi escolhida como a sucessora na presidência pelo partido.
Do outro lado da disputa temos José Serra. Governador do estado de São Paulo que não quer largar o osso do poder, tenta mais uma vez ser presidente do Brasil. Quem o colocou dessa vez como candidato do PSDB à presidência? Te garanto que não foram os membros ou filiados do seu partido no âmbito nacional que o escolheram. Foi ele mesmo! Na dúvida, pergunte ao Aécio que ele te conta.
Agora sim está montado o palco maior da nossa festa democrática. Dois candidatos sem nenhum carisma e presos aos seus aliados políticos que os apóiam e suportam. Muito provavelmente um deles será o próximo presidente do Brasil. E quando lá chegar, montará seus ministérios com aquela velha partilha pornográfica entre os partidos vencedores que o apoiaram. E assim, novamente entupirão órgãos que deveriam ser exclusivamente de técnicos com personalidades medíocres afundadas nos jogos de poder.
Essa é a democracia no Brasil! Vamos festejar o país do carnaval, do penta, da dentadura, da cesta de alimentos e do vale-pão. A demagogia e a propaganda aliada a nossa baixa instrução completam o show.
Eduardo Marques
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SERGIO GRUSCA comentou seg, 3rd mai 2010 9:41
Parabéns, Eduardo…
Continue semeando ponderações, sempre haverá algum solo fértil onde a muda vingará. (sem trocadilhos).
Abração
admin comentou seg, 3rd mai 2010 15:29
Eu até tento. O problema Sergio é que vejo na Internet sites como o http://blogspelademocracia.blogspot.com/ e o http://www.conversaafiada.com.br/ que ao invés de incentivarem o diálogo e a solução para os nossos problemas, se afundam em disputas ideológicas totalmente cegas. Em um, o PT é o demônio.
No outro,se vc não é a favor do governo é um traidor privatista que ama o FHC… Enfim, discursos vazios e cheios de ódio.
Estimulam nosso comportamento para o simples ato de vestir uma camisa ou outra. Como em uma torcida organizada, gritamos e batemos no adversário sem perceber que no íntimo ambos só queriam ver um grande espetáculo.
Genaro comentou ter, 8th jun 2010 13:21
Democracia não é tudo uma coisa só. Existem democracias e democracias. Muitas delas, na verdade, são rodízio de ditaduras. Houve a democracia Bush. Hoje temos a do Chávez, dita “bolivariana”. Mas existe uma democracia, com certeza a pior de todas, muito fácil de identificar através das seguintes características:
01) Patrimonialidade (enriquecimento acima de tudo);
02) Blindabilidade (acobertamento que faz tudo virar pizza);
03) Cooptabilidade (um partido não governa só, tem de fazer conluios);
04) Infidelidade (troca-troca de partidos);
05) Venalidade (venda de votos mediante mensalões, propinas etc.);
06) Impropriedade (o executivo é que de fato legisla);
07) Inexpressividade (aluguel de siglas sem relevância, criadas para isso);
08) Emprestabilidade (candidato puxador de votos para os derrotados);
09) Tutelaridade (voto de cabresto, de curral);
10) Assistencialidade (esmolas de todo tipo);
11) Desmontabilidade (eliminação ou esterilização de órgãos fiscalizadores);
12) Nomeabilidade (indicação de parentes e amigos de políticos sem concurso);
13) Silenciabilidade (leis de amordaçamento para calar as críticas);
14) Bionicidade (suplente biônico);
15) Feudalidade (órgãos públicos são feudos de partidos políticos);
16) Nebulosidade (doações ocultas);
17) Permissividade (candidatos com ficha duvidosa);
18) Individualidade (voto personalista, não partidário);
19) Continuidade (reeleições sucessivas de parlamentares, sem limites);
20) Obrigatoriedade (voto forçado, sem consciência);
21) Primariedade (desprezo à formação escolar).
Demorô comentou sex, 16th jul 2010 12:18
Não existe democracia nesta país, pergunto todos os dias, quem é Dilma? Ninguém sabe responder, mas todos vão votar nela, é sem dúvida a coisa mais absurda que já ví. O futuro do país vai ser a piada do século XXI, na verdade só tenho um medo, ver a classe média mudar em massa para outro país, como aconteceu na Venezuela.