Dilma e Serra em: A Democracia no Brasil

maio 2, 2010 por admin  
Arquivado em Destaques, Política

Em breve milhões de brasileiros comparecerão obrigatoriamente nas modernas urnas eletrônicas com tecnologia de biometria encomendadas pelo TSE para “celebrar” a festa da democracia.

A frase acima bem que poderia ser a sinopse de um filme de ficção de segunda, mas não é. Em outubro deste ano teremos, sim, que decidir entre praticamente dois candidatos o posto de presidente do país. Mas quem os colocou lá? Chegaram de forma democrática?

É de conhecimento geral que o presidente Lula decidiu e em um passe de mágica fez Dilma a candidata do PT.  Afinal, quem dentro do partido discutiria com o cara mais popular do Brasil? Independente da sua pouca experiência e conhecida falta de carisma e educação, Dilma foi escolhida como a sucessora na presidência pelo partido.

Do outro lado da disputa temos José Serra. Governador do estado de São Paulo que não quer largar o osso do poder, tenta mais uma vez ser presidente do Brasil.  Quem o colocou dessa vez como candidato do PSDB à presidência? Te garanto que não foram os membros ou filiados do seu partido no âmbito nacional que o escolheram. Foi ele mesmo! Na dúvida, pergunte ao Aécio que ele te conta.

Agora sim está montado o palco maior da nossa festa democrática. Dois candidatos sem nenhum carisma e presos aos seus aliados políticos que os apóiam e suportam. Muito provavelmente um deles será o próximo presidente do Brasil. E quando lá chegar, montará seus ministérios com aquela velha partilha pornográfica entre os partidos vencedores que o apoiaram. E assim, novamente entupirão órgãos que deveriam ser exclusivamente de técnicos com personalidades medíocres afundadas nos jogos de poder.

Essa é a democracia no Brasil! Vamos festejar o país do carnaval, do penta, da dentadura, da cesta de alimentos e do vale-pão. A demagogia e a propaganda aliada a nossa baixa instrução completam o show.

Eduardo Marques

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Comentários

4 Comments em "Dilma e Serra em: A Democracia no Brasil"

  1. SERGIO GRUSCA comentou seg, 3rd mai 2010 9:41 

    Parabéns, Eduardo…
    Continue semeando ponderações, sempre haverá algum solo fértil onde a muda vingará. (sem trocadilhos).

    Abração

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  2. admin comentou seg, 3rd mai 2010 15:29 

    Eu até tento. O problema Sergio é que vejo na Internet sites como o http://blogspelademocracia.blogspot.com/ e o http://www.conversaafiada.com.br/ que ao invés de incentivarem o diálogo e a solução para os nossos problemas, se afundam em disputas ideológicas totalmente cegas. Em um, o PT é o demônio.

    No outro,se vc não é a favor do governo é um traidor privatista que ama o FHC… Enfim, discursos vazios e cheios de ódio.

    Estimulam nosso comportamento para o simples ato de vestir uma camisa ou outra. Como em uma torcida organizada, gritamos e batemos no adversário sem perceber que no íntimo ambos só queriam ver um grande espetáculo.

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  3. Genaro comentou ter, 8th jun 2010 13:21 

    Democracia não é tudo uma coisa só. Existem democracias e democracias. Muitas delas, na verdade, são rodízio de ditaduras. Houve a democracia Bush. Hoje temos a do Chávez, dita “bolivariana”. Mas existe uma democracia, com certeza a pior de todas, muito fácil de identificar através das seguintes características:

    01) Patrimonialidade (enriquecimento acima de tudo);
    02) Blindabilidade (acobertamento que faz tudo virar pizza);
    03) Cooptabilidade (um partido não governa só, tem de fazer conluios);
    04) Infidelidade (troca-troca de partidos);
    05) Venalidade (venda de votos mediante mensalões, propinas etc.);
    06) Impropriedade (o executivo é que de fato legisla);
    07) Inexpressividade (aluguel de siglas sem relevância, criadas para isso);
    08) Emprestabilidade (candidato puxador de votos para os derrotados);
    09) Tutelaridade (voto de cabresto, de curral);
    10) Assistencialidade (esmolas de todo tipo);
    11) Desmontabilidade (eliminação ou esterilização de órgãos fiscalizadores);
    12) Nomeabilidade (indicação de parentes e amigos de políticos sem concurso);
    13) Silenciabilidade (leis de amordaçamento para calar as críticas);
    14) Bionicidade (suplente biônico);
    15) Feudalidade (órgãos públicos são feudos de partidos políticos);
    16) Nebulosidade (doações ocultas);
    17) Permissividade (candidatos com ficha duvidosa);
    18) Individualidade (voto personalista, não partidário);
    19) Continuidade (reeleições sucessivas de parlamentares, sem limites);
    20) Obrigatoriedade (voto forçado, sem consciência);
    21) Primariedade (desprezo à formação escolar).

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  4. Demorô comentou sex, 16th jul 2010 12:18 

    Não existe democracia nesta país, pergunto todos os dias, quem é Dilma? Ninguém sabe responder, mas todos vão votar nela, é sem dúvida a coisa mais absurda que já ví. O futuro do país vai ser a piada do século XXI, na verdade só tenho um medo, ver a classe média mudar em massa para outro país, como aconteceu na Venezuela.

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