A revolução do consumidor

junho 14, 2010 por admin  
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O  século  XXI  chegou  e  trouxe  com ele uma mudança radical no modo como fazemos negócios, nos relacionamos em grupo e divulgamos idéias e produtos. Modelos  de  negócios  que  até  o final do século passado funcionavam bem, estão  sendo  colocados em xeque pelos consumidores que não mais querem ser vistos  como  números.  Afinal, o que vem ocorrendo que velhas fórmulas não funcionam mais como antigamente?

A  simples  democratização do conhecimento. Por séculos, os grandes centros urbanos  foram os responsáveis por reunir os pilares: conhecimento e mentes afins,  para  a  produção  da maioria dos avanços artísticos, filosóficos e tecnológicos  que  a nossa sociedade já produziu. Hoje, a internet consegue juntar  de  forma  magistral  a geração e armazenagem de conhecimento com a reunião virtual de pessoas ao redor do mundo.

Neste  novo  contexto, a figura do consumidor passivo do século XX dá lugar ao  cidadão do terceiro milênio, que cada vez mais móvel e conectado, obtêm em  um  clique  informações do que desejar. Assim, nesse novo mundo, velhos modelos  de  negócios tais como algumas profissões,  terão que ser revistas ou simplesmente desaparecerão.

Ao  diminuir  vertiginosamente  a  distância  entre  os “especialistas” e o público,  a internet propiciou ao último a vantagem da informação que antes era  exclusiva  do primeiro. Com essa vantagem, as figuras do vendedor e da publicidade barata simplesmente perdem a força.

Este  novo  cidadão  descobriu  que,  se quiser, tem o poder de aumentar ou destruir  a  reputação de uma marca com extrema facilidade.  De posse dessa noção,  mais  do que nunca ele impõe às empresas de todos os segmentos, que elas   sejam   moralmente   corretas   e   exercitem  sua  responsabilidade socioambiental. Empresas pioneiras, como a Coca-Cola e a brasileira Natura, já entenderam a mensagem e estão se reinventando.

No  livro  Freakonomics  (2005),  de  Steven Levitt, o autor menciona que o moralismo  representa  a  forma  como  as  pessoas  gostariam  que  o mundo funcionasse,  enquanto  a economia representa a forma de como ele realmente funciona.  Se  isso  é verdade, hoje temos a possibilidade real – dentro do aspecto  econômico  atual  -  de  moldarmos o mundo tendo como base valores sociais.

É  o  renascimento da “mão invisível”, de Adam Smith, que orienta o mercado através  da  interação  dos  indivíduos. Com a diminuição da assimetria das informações  -  o  fato  de  alguns saberem mais do que os outros – a idéia cunhada  no  célebre  A  Riqueza  das Nações (1778) ganha mais força do que nunca.

Enfim,  Gutenberg  com  a  criação  da  imprensa  em  1439  lançou as bases materiais para a moderna economia baseada no conhecimento e na disseminação da  aprendizagem  em  massa. O que nos trouxe ao que somos hoje. Daqui para frente  a  questão  é:  como  você  está colaborando para construir a nossa economia de amanhã?

Fica aqui o desafio.

Eduardo Marques
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O novo capitalismo na era digital

maio 30, 2010 por admin  
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Alguém discorda que a Inovação é a grande saída para construirmos uma economia criativa? Os Tech inovadores têm como mantra “O que você está fazendo pode mudar o mundo ou começar uma nova economia?” É a cultura da geração da generosidade, do movimente-se primeiro e do corra riscos!

Nada novo. Surpreso? A inovação da máquina a vapor criou o capitalismo. Um pouco depois entre 1896 e 1930 nasceram 1.800 fabricantes de carros, sobreviveram apenas três empresas e redesenharam a era industrial! Tanto os inventivos a vapor, como os fundadores da indústria automobilística tinham o sonho de mudar o mundo!

E neste momento, no apogeu da democracia das redes sociais, da inteligência universal e do livre mercado, fundamos a Cyber Humanidade, a Humanidade 4.0! É o espírito pioneiro se renovando, o mundo como um vilarejo, a era do supere-se e a era dos inovadores sociais – pessoas para as quais o outro é um valor em si!

Ingressamos na “Ilha Utopia” de Thomas More?  Que em 1516 escreveu que um dia existirá um mundo onde a não violência é possível, com prosperidade para todos em uma democracia universal, protegendo todas as diferenças e criando outras! Onde o lucro não será nada além do que uma obrigação, e não uma finalidade! Na ilha dissolvem-se as diferenças e fomenta-se a igualdade, eliminando por completo o conflito de suas potenciais possibilidades de materialização!

Ou decolamos na Hiperdemocracia de Jacques Atalli? Uma economia de mercado em que cada qual se mede em relação ao outro? Uma economia do altruísmo? O outro lhe possibilitará compreender que o amor por outrem, e portanto por si mesmo, é a condição da sobrevivência da humanidade? Pois quando mais se dá, mais se recebe, com o mantra – Se eu compartilho, eu não fico sem!

Ou embarcamos na “Aldeia Global” de  Marshall Mc Luhan que previu que o mundo no século XXI seria maravilhoso, uma espécie de “aldeia global”, com todos os seres falando a mesma lingua. Ou vivemos, num mundo onde a liberdade individual é um direito natural e inalienável como disse a quase 200 anos John Locke no livro “Tratado do Governo”.

Olhe em volta, a inovação digital é o motor da proliferação do capitalismo criativo do empreendedorismo da nova era! Da vitória do gosto pelo novo, pela paixão pela descoberta. Bem vindo a era do empreendedorismo digital e da democracia das redes sociais com abundância, velocidade e gratuidade!
Começou timido, com Ebay, Google, Orkut, Linkendin, Buscapé, Uol, Netscape, Paypal, Ning, YouTube, Slideshare, Digg, Blogger, Twitter, Deli.cio.us entre outros! No ínicio era a Wikipedia e sua revolução Francesa digital, mas na multiplicação colaborativa nascem sites como Digg, StumbleUpon,Wetpaint, Hype Machine, e Twine, e um exemplo notável de um coletivismo-emergente, uma nova forma de valorizar a ação comunitária e uma espécie de socialismo digital.

A arena é povoada por novos empreendedores digitais  com o Addict-o-match , The Filter e Collecta! Que são as naus da web semântica 3.0. Use ferramentas para empreender de igual para igual com os Tiranosauro rex do capitalismo primitivo! Conheça o inventivo conceito de Cloud Computing, e sua “deselitização” dos custos de TI e sirva-se de Joyent, Mosso ou da queridíssima Brasileira Locaweb.  Use as apresentações de Animoto, escreva como Machado de Assis com Zemanta. Venda como crommoncraft!

Posicione sua marca como um portal use e abuse de Frontpageslideshow. Utilize o design sensorial que poderá salvar o mundo no Inhabit. Solte o verbo no Podcast Gengibre. Veja como anda sua influência no Twitter no Twinfluence. Deleite-se e aprenda no Twitter, seguindo cientistas, pensadores e filósofos! Ou apenas faça parte da idiocracia seguindo técnicos de futebol ou senadores corruptos!

No Slideshare aprenda todo dia! Engaje sua audiência com Cover it live. Compartilhe documentos com Docstoc ou Scribd. Reveja as metas da sua empresa em KPI Library Navegue nas empresas Brasileiras da economia criativa como Videolog Tv, Ouvi Permission Ad Network, Gaia Creative, Trend Innovation, Camisetaria, Coletivu e Just Mail.

Trabalhou demais, veja a Torrel Eifel, a Ponte de São Francisco em tempo real, lá na Webcams Travel. Então, faça as malas e viaje de uma foma diferente em Singlespotcamping e AirBNB. Colabore contra o aquecimento global e a mudança climática produzindo energia alternativa, comprando e vendendo em Ecotricity, GreenEnergy ou Microgeneration. Adotou o vegetarismo vá no Veggie Trader.

Pinte o sete e exponha e venda seus trabalhos em GiftCardRescue e Drawn. Artesãos ou designers sua feira hyppie é na Etsy, Ponoko ou Spoonflower. Cansou de uma roupa venda no Enjoei.com a releitura dos brechós! Deseja vender as jóias que ganhou do seu ex-namorado vá na Antuérpia digital no site Ex-Boyfriend Jewelry. Precisa alugar algo para seu casamento, festa, reunião, empresa coisas baratas no HireThings! É o mercado das pulgas digitais!

“Nós todos temos algo valioso para dizer” este é o discernimento do site Ether .Vodafone, ABN-Amro, Siemens, Philips e Você estão usando o RedesignMe ou Springspotters para conseguir insigths de inovação, teste de produto e co-creation! Seja um diretor de inovação, dê uma boa idéia na Campbell’s Ideas for Innovation, Dell ou Starbucks. Sensacional! E pagam a você por isso!

Percebe como Open source é libertário, web colaborativa é libertador e a Democracia digital retira a opressão do mundo? Percebe como criamos um capitalismo solidário, criativo e com pitadas do socialismo! Uma nova cultura e economia, a nova propriedade coletiva e descentralização extrema! Sai as fazendas, fabricas coletivas, brocas, picaretas e pás. Entram as apps, scripts, API e redes sociais! Concluiu a Revista Wired!

Inovaçao em massa substituiu a produção em massa! Todos com o objetivo de construir um adorável mundo novo! É o “dot-comunismo” e a tão sonhada humanidade sem barrerira geográficas! Não acredita ainda no socialismo digital? Então, respire! A Replyforall é um site que levanta fundos para caridade, colocando na assinatura do e-mail de internautas anônimos informações sobre entidade filantrópicas! Ou seja, advogados de marcas e seus e-mails maravilhosos!

No Everyday Models e no DOmedia você é um patrocinado. Eles desejam sua atitude! Só cuidado para não sair por aí como um piloto de Fórmula 1. O CrowdSprout é o sindicato moderno dos pais, ele reúne mães que desejam comprar fraldas, cadeira altas, chupetas através de um tipo de leilão online! Pronto, chegou a hora de economizar!

Neighbo é uma plataforma on-line no Reino Unido que congrega os vizinhos, locadores e locatários  para ajudar a melhorar questões práticas da vizinhança! Ou Seja, eleições digitais para síndico! E com transparência radical! O c, mm, n é uma iniciativa open source para criar um modelo de green-car! e-engenheiros voluntários trabalhando por um mundo melhor! Qualquer um pode dar uma ideia para se criar um carro menos poluente e mais econômico!

O inventivo Badtimesbootcamp! ajuda desempregados a entrarem em boa forma, não ficarem deprimidos, criarem networking e encontrar um novo emprego em uma rede social! Em tempos de corte de orçamentos a ShortTask ajuda a encontrar trabalhadores qualificados para as empresas que precisam de ajuda com tarefas que são demasiada pequenas para justificar a contratação de um trabalhador.

Então são tempos de união! Vai ajudar? Vivemos ou não a era da cooperação empresarial? Camarada, contamos com você! Percebeu a árvore balançando? Sai a indústria de trabalho pesado e poluidor e entra o trabalho inteligente e comunitário! Em tempos exponenciais onde o consumismo está saturado, inovação e criatividade são as premissas para navegar neste adorável mundo novo! Está em alta pensar sustentável, fica embaixa o luxo, apenas como status!

Há quanto tempo você não faz algo subversivo? Um amigo disse que a educação de sua filha era toda baseada na repetição! Somos macacos amestrados? Eu discordo, veemente! Ora não somos anjos decaídos! Mas no cenário do capitalismo retrógado (com horários fixos, enjaulados em escritórios) não inovamos, não deixamos fluir nossa criatividade não há espaço para a imaginação! Então, que tal fazer algo completamente diferente?

E você não está na hora de criar, participar, contribuir, ganhar dinheiro e fazer empreendedorismo digital? Crie sua empresa nas horas vagas. Controle a sua vida! Criar um negócio na era digital é sentir-se inserido em um novo mundo! Neste novo mundo, você é o que você compartilha! O conceito de modernidade foi cunhado no século passado! Aprenda mutuamente! Vivemos tempos exponenciais, é o fim da classe média, da carteira assinada e da estabilidade! É a substituição da era do ter pela era do ser!

Os motes do novo século é “Outro mundo é possível?”, “O mundo não é uma mercadoria?” e Você é o que você compartilha!”. Uma dicotomia e dualidade em pleno capitalismo no século XXI  ressuscitar conceitos de Karl Max que previu “Tudo que é sólido, desmancha na rede (no ar)” ou “Humanos de todo mundo, nada temos a perder a não ser o que era nosso”. A inovação não é toda a história, mas é uma grande história! Onde não podemos usar velhos mapas, para descobrir novas terras!

Por Gil Giardelli (Especialista em mídias digitais, com 11 anos de experiência na era digital. Co-fundador da Gaia Creative, Justmail do Board da Amanaie e Startupi. Coordena os Cursos na ESPM de Ações Inovadoras em Comunicação Digital e Startups, economia criativa e empreendedorismo na era digital)

Artigo Extraído da HSM Online

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Pressa de que?

maio 23, 2010 por admin  
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Todo dia ouço alguém comentando e até reclamando da aceleração do tempo. Tomo por mim, até os anos 80 eu conseguia acompanhar a velocidade do tempo. De lá pra cá, principalmente depois do ano 2000 a coisa desandou. Estes últimos 10 anos voaram. Quase não dá para acreditar que já se passaram 10 anos do século 21. Todos comentam que estão sentindo a aceleração do tempo e esta aceleração está afetando o seu dia-a-dia, a sua vida social e familiar. Dizem que esta aceleração está pressionando, forçando a acelerarmos junto com o tempo para dar conta de fazer o que fazíamos antes, tranquilamente, num mesmo período de tempo.

Acompanhando os comentários sobre a aceleração do tempo vem as possíveis explicações para o fato e a negação de que esta aceleração seja real. Dizem os cientistas que os relógios não disseram nada a respeito e continuam, atomicamente, marcando os minutos de sempre e que a nossa percepção da realidade, neste caso, está enganada.

Para justificar este ponto de vista usam explicações psicológicas das mais variadas. Uns especulam sobre a “novidade e a repetição dos eventos” e exemplificam falando que quando a gente vai a um lugar desconhecido pela primeira vez, demora um tempão pra chegar lá e das vezes seguintes a gente vai rapidinho. No relógio marcam os mesmos minutos, todas as vezes, mas a nossa sensação de tempo muda. A explicação é uma verdade. A repetição dos eventos muda a nossa sensação pessoal de tempo. Concordo.

Outra explicação boa é da idade do observador. Pra um bebê de um ano de vida. Um ano é uma vida inteira. Já aos dois anos, um ano é só meia vida. E aos 10 anos de idade, 1 ano é só 10% da vida que ele já viveu. Aos 40 anos, 1 ano é 1/40 avos da nossa vida. A idade, realmente, muda a nossa perspectiva com relação ao tempo. Os mais jovens sentiriam o tempo passar mais lentamente e os mais velhos sentiriam o tempo mais rápido. Mas pergunta pra uma criança o que ela acha disso? Elas também sentem que o tempo está voando.

Eu, pessoalmente, chego a pensar que fomos nós quem aceleramos as rotinas diárias e, sem perceber, projetamos esta aceleração na nossa percepção do tempo.

Neste caso, teríamos uma percepção falsa coletiva, ou melhor, artificial, criada pela aceleração do movimento que impusemos ao mundo moderno. Nós criamos máquinas e mais máquinas para fazer tudo mais rápido. Imediatamente, instantaneamente, se possível. Carros, aviões, computadores, celulares. Pensou, chegou.

Antigamente precisávamos de muito mais tempo para realizar as tarefas. Se alguém queria registrar uma imagem, precisava de tempo para pintar um quadro. Hoje nós temos câmeras digitais que registram centenas de imagens em instantes.

As distâncias que eram percorridas em dias ou semanas hoje são percorridas em alta velocidade. Atravessamos o mundo de lado a lado em horas!

A comunicação pessoal que era por carta, através dos correios hoje é imediata por e-mails, MSN, SKYPE, etc.

A informação que demorou muitos séculos para se organizar, hoje é produzida e distribuída em alta velocidade. Nós aceleramos o mundo. E, talvez, agora, estejamos nos sentindo atropelados pela velocidade que imprimimos à sociedade.

A “imediatice” das coisas, decretou a morte da pausa. Esperar uma resposta, uma carta, esperar um execução de tarefa se tornou sinônimo de tempo perdido, de lerdeza, de ineficiência, de improdutividade.

A natureza tem seu movimento natural de ação, pausa e resultado. É na pausa que a transformação acontece. Coloca-se a semente na terra e pausa para germinação. Sova-se a massa do pão e pausa para a massa crescer. A pausa é o que marca o final de uma fase e o começo de outra. É o período de descanso, de comemoração da etapa terminada, de descanso para se começar uma nova fase.

Mas no mundo atual não há pausas, intervalos ou descanso. As cidades não param, o transito não para, as fábricas não param e nos orgulhamos de nossa produção incessante, não observando o ritmo natural das coisas, ou melhor, atropelando o ritmo natural como se as pausas fossem falhas na produção, retardo nos resultados, ineficiência. E sem intervalos o tempo fica intermitente, incessante, simplesmente não para nunca, não finaliza, não recomeça, se mostra imperativo num eterno continuum. A pausa é o período necessário para o amadurecimento, mas o mundo moderno não chega a amadurecer. A gente come verde, come cru, come frio, come em pé e engata um movimento no outro como uma máquina, sem interrupção.

Uma das intenções com relação às máquinas era que colocando as máquinas para trabalhar por nós, teríamos mais tempo livre para o lazer, a família, os hobbies, o prazer. Mas o que está acontecendo é que não funcionou assim. Hoje além de termos que correr para acompanhar a velocidade das máquinas, elas, também, roubaram a cena doméstica.

Nós passamos grande parte do nosso dia trabalhando para, em última análise, poder consumir. E consumimos, comprando TVs modernas e grandes, comprando assinatura de TVs a cabo, comprando notebooks, comprando celulares, comprando videogames, internet. Isto quando conseguimos decidir qual equipamento comprar, pois todo dia lançam o melhor, o mais novo, o mais moderno, o mais eficaz e não querendo ficar para trás comprando um equipamento que ficará obsoleto em 6 meses nos angustiamos para acompanhar a velocidade do mercado. Não podemos esquecer de mencionar aqui os automóveis, que tem o modelo do ano seguinte lançado em abril do ano corrente. No segmento automobilístico, o futuro chega antes. Bom slogan.

Finalmente, depois de tudo comprado, chega a hora de desfrutar do nosso conforto merecido e nos momentos de descanso em casa com a família, nos retiramos, nos apartamos dos demais e vamos para o nosso computador “de última geração” e nele criamos personagens que habitam e se relacionam com outros personagens nos mundos virtuais, e, inconscientemente, quase sem notar, acabamos trocando vida real por vida virtual, ou seja, vida real por arremedo de vida.

E se não fosse isto, ruim o suficiente, dedicamos o tempo – que seria para o convívio com a família, com os amigos, com as pessoas, com os nossos animais de estimação – para os objetos, as máquinas, as coisas.

Mas o mal não para por aí. Estes mesmos objetos de desejo acabaram se transformando em nossos fiscais e cobradores, em nossos bedéis. Por nos acompanharem, em todos os momentos, são utilizados para nos sinalizar os compromissos com suas agendas e bips, nos encontrar onde quer que estejamos, nos chamar ao trabalho, interromper nossos poucos intervalos, nossas raras pausas, nossos breves momentos de descanso. Onde quer que estejamos somos encontrados e convocados a fazer, a cumprir, a realizar tarefas sem parar, exatamente como as máquinas que criamos.

Parece uma epidemia. As demandas se aglomeram à alta velocidade e os “fazedores”, com suas listas de tarefas em punho, se somam aos milhares, enquanto tentam cumprir uma agenda cada dia mais apertada e corrida na ilusão de ser alguém na vida, numa vida sonhada para se realizar num futuro distante que só irá se concretizar se sacrificarmos o nosso presente. Então, sacrificamos o dia de hoje para “sermos alguém” amanhã, como se hoje não fossemos nada, nada além de máquinas humanas cumpridoras de demandas.

Não sejamos tão negativos, algumas vezes chega o dia em que finalmente somos considerados “alguém na vida” e quando este dia chega, somos importantes demais, ocupados demais, indispensáveis demais e, então, não podemos estar com quem amamos “porque não dá tempo”.

Acabamos criando uma armadilha e ficamos presos nela.

A falta de tempo nos angustia, nos pressiona, nos faz sofrer, e se há um momento em que o tempo desacelera violentamente, é quando estamos sentindo dor, quando estamos sofrendo. Aí o tempo não passa. Fica parado naquela dor. Eis o mecanismo de homeostase para esta loucura. O equilíbrio se torna mais necessário, mais duro quando o desequilíbrio está grande.

Se a vida fosse um carro acelerado, eu diria que a desaceleração pode se dar de três jeitos: Antevendo os fatos, os obstáculos, o motorista reduziria a velocidade antes do choque causado pelo desequilíbrio que esta alta velocidade trás, ou seja, reduziria a velocidade antes de comprometer a saúde física, emocional, familiar, psicológica. Outra opção é deixar para frear em cima da hora, numa emergência, como no caso de um infarto, de um câncer ou divórcio. E a ultima opção, seria o próprio choque. O famoso “não parou por bem, parou por mal.” Nas horas em que paramos em decorrência de um choque de realidade, como quando o filho se envolve no narcotráfico ou ocorre uma enchente, um desabamento, um terremoto e imediatamente a vida muda de perspectiva e o que é realmente importante volta a cena. As pessoas, as vidas, o alimento, o abrigo tudo volta ao seu tamanho real.

Todas estas perspectivas são lógicas e plausíveis. Mas será que, realmente, explicam a sensação de aceleração do tempo?

Será que tudo não passa de uma percepção alterada da realidade, motivada pelo nosso estilo de vida acelerado? Aceitar isto é aceitar que nós aceleramos o tempo, ou melhor, que nós criamos o tempo, pois o tempo do relógio, da rotação e da translação dos astros não é tempo, é movimento e só existe a concepção do tempo na mente humana.

O relógio é o movimento dos ponteiros, o dia é o movimento da Terra ao redor do seu eixo, o ano é o movimento da Terra ao redor do Sol, as horas são frações deste movimento. São pequenos movimentos. E o tempo? O que é o tempo? Imaginação?

Se o tempo é uma criação mental nossa em relação ao movimento. E a aceleração ou desaceleração são atributos do movimento, uma movimentação nossa, uma aceleração imprimida nas nossas atividades diárias, na nossa sociedade, no nosso mundo atual poderia estar impregnando a nossa criação mental chamada tempo. Sendo assim, o tempo pode ser pessoal e coletivo, circunstancial e não haveria relógio no mundo que conseguisse marcar a sensação de tempo que estamos sentindo coletivamente.

Nesta linha de pensamento, se nós aceleramos os movimentos com toda a nossa tecnologia e isto influenciou a nossa percepção do tempo. Desacelerando a velocidade dos nossos movimentos, “o tempo passaria mais devagar”. Se não fizéssemos nada, passássemos o dia descansando, a sensação de tempo mudaria e o dia seria lento, lento. É assim que acontece? As suas férias demoram uma eternidade? O seu domingo, jogado no sofá, vendo TV, não acaba nunca? E não sei quanto a você, mas os meus fins de semana parecem horas, as minhas semanas não passam de 3 dias e os meus meses não chegam a duas semanas e meia. Um mês de férias não dá nem pra começar.

Se o tempo não desacelera quando eu desacelero, ele existiria, então, como uma instância independente? Será que o tempo é apenas uma sensação mental ou ele existe de alguma forma? E se existe, ele está com pressa de que, pra correr tanto?

Se o tempo existe independente de mim e todos sentem que ele está acelerado, negar isto não é saudável. Negar a percepção de uma “realidade” cria confusão. Será que é apenas um descompasso, uma incapacidade dos nossos relógios de mensurarem a dimensão na qual, nós humanos percebemos o tempo? Tornar as máquinas mais eficientes talvez fosse o caminho para sincronizar o tempo do relógio com o tempo da percepção humana. Os nossos relógios que servem para medir o tempo nos dizem que 60 minutos demoram 60 minutos para passar.

A minha mente, que também tem um” relóginho” pessoal não concorda com isto. No “relóginho” da minha mente, 60 minutos estão passando em 40. O mais provável é que o relógio físico esteja certo. E o meu acelerado. Então, quem acelerou fui eu, mesmo que eu esteja parada, sem fazer nada, assistindo TV. Se não são, então, os meus movimentos físicos que aceleram ou desaceleram o meu relóginho mental, que movimento meu faz isto?

Se não é o meu corpo, seria a minha mente? Será que a mente humana estaria acelerada, teria dado um pulo, avançado em relação às gerações anteriores? Será velocidade, evolução? Pensou, está pronto. Pensamento e movimento juntos.

Se há alguns anos eu não sentia o tempo passar assim, quer dizer que este movimento acelerado da minha mente começou a acontecer recentemente. Então, este “salto evolutivo” estaria acontecendo agora, neste período, nestes últimos translados ao redor do Sol.

Será que a minha mente acelerou e o meu corpo não está dando conta de acompanhar? Será que estes meninos e meninas hiperativos são frutos da evolução da espécie? Alguém chame o Darwin, pra mim, aí, por favor!

Se hiperatividade fosse bom, não teria que tomar remédio pra desacelerar.

Quando caminhamos por um parque, observamos os jardins e detalhes da calçada, vemos as pessoas que passam e sentimos a brisa e o calor do sol. Fazendo o mesmo percurso de moto, as coisas mudam. A medida que aumentamos a velocidade, somos forçados a focar a nossa atenção nos obstáculos que insistem em se aproximar de nós enquanto desviamos deles como num joguinho de videogame. A velocidade imprime pressão ao passeio por conta disto. E, enquanto nos preocupamos com os obstáculos, perdemos de olhar para as flores.

Da mesma forma, vivendo uma vida acelerada, temos a nossa atenção mais direcionada aos obstáculos do que às flores. Isto é o mesmo que dizer que perdemos qualidade de vida. Hoje, a quantidade de eventos, informações, atividades que desfilam na nossa vida em alta velocidade age como obstáculo à qualidade de vida.

Estamos indo mais rápido para onde? Hoje em dia não dá tempo de envelhecer. Por conta de uma vida repetitiva tivemos muito do mesmo e poucas experiências originais e, exatamente, por conta disto ficamos com a sensação de ter vivido pouco, nos sentimos jovens e sedentos por mais vida, mais experiências. E, é cada vez mais freqüente vermos “idosos” ativos, fazendo até paraquedismo. Aos 40 anos nos sentimos, ainda, meninos e meninas.

Mas uma coisa eu sei, acelerando, vamos mais rápidos em direção ao fim, à morte.

Então morremos velhos no corpo e jovens na alma e muitas vezes tendo poucas vezes visto as flores ao longo da estrada. Será isto evolução ou degeneração da qualidade de vida?

Em defesa da qualidade de vida, alguns movimentos “Slow” surgiram pelo mundo afora buscando resgatar uma velocidade sadia para os eventos. Tempo para comer, tempo para dormir, tempo para viver no presente. A aceleração do tempo nos remete sempre a uma busca frustrada pelo futuro. O que queremos parece estar sempre além da linha do horizonte. E precisamos correr para chegar lá antes que o sol se ponha e o horizonte desapareça. Talvez esteja aí, a nossa ilusão. O motivo da nossa aceleração. Tentamos chegar ao futuro antes que ele se torne presente, pois acreditamos que o nosso pote de ouro está lá longe, no final do arco-íris. Ilusão, ilusão, ilusão. Corremos atrás de ilusões, de miragens no deserto, e correndo deixamos de ver as flores e quando percebemos a viagem chegou ao fim e ao invés do pote de ouro, encontramos, ao final do dia, inevitavelmente, a dona morte, nos esperando para irmos dormir.

Afinal de contas, você está com pressa de quê?

Artigo enviado por Lisélia de Abreu Marques
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Definindo um novo destino

maio 16, 2010 por admin  
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Como um ser altamente social, o ser humano vive se incluindo em grupos a fim de se sentir mais seguro e confortável. Sejam esses grupos religiosos, políticos, de trabalho, ou grupos formados no clube em um fim de semana.

Quando não por fatores geográficos ou de nascença, na maioria das vezes pertencemos a esses grupos por questões exclusivas de afinidade. Mas o que acontece quando você não mais tem afinidade com o grupo a qual pertence? Deve-se sair? Permanecer e acatar as decisões do grupo mesmo não concordando com o que os seus componentes dizem ou tentar mudar as pessoas que dele participam?

Acredito que independente da vestimenta coletiva pela qual compartilhamos idéias e que gostamos de ser identificados, somos seres individuais com valores, defeitos e gostos únicos. Viver sob um padrão comportamental regido por filosofias que não mais fazem sentido é negar quem somos em beneficio de instituições e ideologias que não mais acreditamos.

As instituições religiosas e as ideologias políticas podem nos ser muito úteis em nossa busca individual por respostas filosóficas e na nossa atuação constante de moldadores do mundo. Vivenciá-las certamente enriquece o espírito.  Entretanto, temos que ter consciência de que tudo se desenvolve e evolui nesse mundo. Ficar apegado a ideologias e instituições que não acompanharam o desenvolvimento humano das últimas décadas é como ficar apegado a um barco velho que não mais cumpre a sua função e que cedo ou tarde se verá em um museu ou no fundo do mar.

Estamos vivendo em um tempo onde muitas amarras ideológicas estão sendo desfeitas pela rápida democratização das informações e pelas novas formas de se comunicar e se organizar em redes sociais na internet.

Munidos de novas idéias e soluções, o novo cidadão global construirá nos próximos anos um mundo totalmente diferente do que costumávamos viver. O excesso de informações, sensações e contatos que hoje vivenciamos em uma única vida nos coloca em extrema vantagem em relação às gerações que nos antecederam. Se, antes, tínhamos que nos adaptar às instituições concebidas e a um conhecimento limitado e mantido por tradições, hoje as instituições que não se adaptarem e as ideologias que não se renovarem a esse novo homem, aportarão suas embarcações em nossos futuros livros de história.

Eduardo Marques
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Dilma e Serra em: A Democracia no Brasil

maio 2, 2010 por admin  
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Em breve milhões de brasileiros comparecerão obrigatoriamente nas modernas urnas eletrônicas com tecnologia de biometria encomendadas pelo TSE para “celebrar” a festa da democracia.

A frase acima bem que poderia ser a sinopse de um filme de ficção de segunda, mas não é. Em outubro deste ano teremos, sim, que decidir entre praticamente dois candidatos o posto de presidente do país. Mas quem os colocou lá? Chegaram de forma democrática?

É de conhecimento geral que o presidente Lula decidiu e em um passe de mágica fez Dilma a candidata do PT.  Afinal, quem dentro do partido discutiria com o cara mais popular do Brasil? Independente da sua pouca experiência e conhecida falta de carisma e educação, Dilma foi escolhida como a sucessora na presidência pelo partido.

Do outro lado da disputa temos José Serra. Governador do estado de São Paulo que não quer largar o osso do poder, tenta mais uma vez ser presidente do Brasil.  Quem o colocou dessa vez como candidato do PSDB à presidência? Te garanto que não foram os membros ou filiados do seu partido no âmbito nacional que o escolheram. Foi ele mesmo! Na dúvida, pergunte ao Aécio que ele te conta.

Agora sim está montado o palco maior da nossa festa democrática. Dois candidatos sem nenhum carisma e presos aos seus aliados políticos que os apóiam e suportam. Muito provavelmente um deles será o próximo presidente do Brasil. E quando lá chegar, montará seus ministérios com aquela velha partilha pornográfica entre os partidos vencedores que o apoiaram. E assim, novamente entupirão órgãos que deveriam ser exclusivamente de técnicos com personalidades medíocres afundadas nos jogos de poder.

Essa é a democracia no Brasil! Vamos festejar o país do carnaval, do penta, da dentadura, da cesta de alimentos e do vale-pão. A demagogia e a propaganda aliada a nossa baixa instrução completam o show.

Eduardo Marques

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Feridas emocionais

abril 20, 2010 por admin  
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O que acontece quando se está machucado e alguém ou algo toca bem em cima do machucado? Geralmente sentimos dor e, em seguida, raiva e afastamos de nós, o mais rápido possível, às vezes, até de forma exagerada e estabanada, o que ou quem tocou a nossa ferida. Nesta reação de defesa, por vezes quebramos algo  ou até machucamos alguém.

Esta mesma reação de defesa acontece, quando alguém ou situação, ativa uma dor emocional ao tocar uma ferida de rejeição ou inferioridade, por exemplo. Se alguém faz alguma coisa, mesmo sem querer, que nos faça sentir ameaçados, imediatamente acionamos todo o nosso arsenal de defesa e ataque.

Você já reparou que quando estamos com um dedo do pé machucado parece que todo mundo tropeça, exatamente, naquele dedo? E quando pegamos muito sol e estamos ardidos, queimados, aí mesmo é que parece que todo mundo resolve nos abraçar e dar tapinhas nas nossas costas? A impressão é que estamos atraindo estes eventos mais do que nunca. Será isto verdade ou ilusão? Será que estão nos abraçando mais ou tropeçamos mais vezes ou será que por estarmos  feridos e mais sensíveis, qualquer toquezinho machuca, dói? Será que perceberíamos a quantidade de abraços se não estivéssemos queimados pelo sol? Provavelmente os abraços são os mesmos, os tropeços são os mesmos. O que mudou foi a nossa condição. Estamos feridos e, portanto, mais sensíveis, mais vulneráveis aos toques e solavancos. Os mesmos abraços em condições normais seriam até prazerosos e desejáveis. Percebemos, então,  que a nossa condição de saúde faz total diferença na maneira como percebemos as relações do mundo exterior com a gente.

É necessário estar atento para distinguir se realmente o outro está nos ferindo ou nós já estávamos feridos quando ele nos tocou. Quando nós não estamos conscientes da nossa situação , quando estamos cegos, inconscientes, para as nossas feridas, os nossos machucados, acabamos por culpar e acusar o outro dizendo que ele nos feriu, e , às vezes, o ferimento é muito velho, está lá aberto há um tempão e a gente não dá atenção a ele porque a dor só aumenta quando alguém se aproxima de nós e toca nele.

De modo geral, quando temos um ferimento que não queremos que doa, nós nos afastamos de tudo e de todos que possam tocá-lo. O triste é quando isto acontece na nossa vida emocional. Quando nos isolamos e não deixamos ninguém chegar perto, ninguém nos tocar, acreditando que assim não sentiremos a dor e ficaremos bem, sozinhos.

Quando somos adultos, com certeza, carregamos ferimentos abertos ao longo da vida. Estes ferimentos, alguns já se curaram e sumiram, outros deixaram cicatrizes, mas não doem mais e outros, ainda, estão abertos, esperando por cura. São justamente estes últimos, os que doem quando tocados. Enquanto a queimadura de sol na nossa pele não se curar, qualquer abraço gostoso vira sofrimento. E vamos evitar os abraços gostosos até nossa pele se recuperar. Assim, é, também com as feridas emocionais. Enquanto estiverem abertas, evitaremos a proximidade, o aconchego, a troca com os outros. É preciso curar nossas feridas para aproveitar o toque, a troca, os relacionamentos. Quando estamos inconscientes das nossas “feridas de infância” é comum atribuirmos aos outros a responsabilidade pela nossa dor. Dizemos: “- Fulano me magoou.”, “- Cicrano me fez sofrer.” E não questionamos  se foi isto mesmo ou se simplesmente Fulano e Cicrano tocaram uma ferida aberta e como costuma acontecer com ferimentos expostos, doeu.  Será que este mesmo toque de Fulano ou Cicrano nos teria ferido se estivéssemos saudáveis?

Tomando consciência  de que o nosso sentimento de inferioridade, o nosso medo de rejeição, a nossa mania de perseguição, o nosso sentimento de vitimização  já estavam lá antes que Fulano e Cicrano aparecessem, damos um grande passo para melhorar nossos relacionamentos: Assumimos a nossa responsabilidade pelo nosso bem estar. Nos damos conta de que temos pontos que precisam ser curados. Para isto precisamos olhar para eles, conhecê-los. Tudo começa com o autoconhecimento. Autoconhecimento e auto-responsabilidade nos tiram da situação de vítimas indefesas do mundo. E, é, exatamente por isto, que, por incrível que pareça, muitas pessoas não querem olhar para dentro, não querem descobrir que são responsáveis por si mesmas, preferem continuar culpando os outros e cobrando deles a solução para os seus problemas, preferem a dependência à independência responsável.

É extremamente comum atribuirmos culpa aos outros pelas nossas dores. Como é cômodo. Toda culpa requer castigo ou perdão para  aplacá-la. Se perdoamos, nos consideramos magnânimos; se castigamos, nos sentimos “poderosos” e extravasamos, muitas vezes, nosso ódio através da crueldade, nos tornando mais insensíveis à dor dos outros e à nossa própria dor. A crueldade é um tipo de analgésico. E, sem sentir, culpando, condenando e executando a pena sobre os outros, repetidas vezes, ao longo da vida, ficamos cada dia mais anestesiados para as nossas dores e menos sensíveis, deixamos de sentir que elas existem, até que, de novo, alguém venha e as toque.

Observando por este ponto de vista, percebemos que o toque do outro ao despertar a nossa dor é um auxílio, uma ajuda que recebemos do mundo quando não estamos cientes de nossas feridas e, portanto, incapazes de ajudar a nós mesmos nesta questão. A dor que sentimos é um alerta, uma chamada, uma chance para o despertar. Infelizmente, quase sempre, além de desperdiçarmos a nova chance, ainda maltratamos aquele que seria o emissário do alerta, aquele que, mesmo sem saber nos ajudaria a olhar para as partes em nós que precisam de cuidado, de atenção, de cura. E, ao invés de agradecê-lo, lembrando o que disse Jesus: “Amai os vossos inimigos.” , nós o enxotamos, o maltratamos, o culpamos, condenamos e punimos. E, então, voltamos à nossa caverninha, ao nosso isolamento, acreditando que separados e sozinhos estaremos seguros, não sentiremos dor.

A maneira mais saudável de se “evitar” a dor é a cura dos ferimentos. O isolamento ajuda a perpetuar a situação doente através do tempo e favorece outros desequilíbrios, já que somos seres sociais e precisamos de relacionamentos saudáveis e calorosos. Da mesma forma que fazemos com um dedo machucado ou com a pele queimada pela nossa exposição exagerada e descuidada ao sol, é prudente e saudável tratar dos nossos ferimentos emocionais para que eles não se agravem na convivência não saudável com os demais. Para isto é preciso conhecer as nossas dores, saber como foram originadas, que atitudes destrutivas tomamos que não as deixam cicatrizar e mais ainda, assumir a responsabilidade por elas e pelas mudanças que, finalmente, trarão a cura. A nossa saúde é, acima de tudo, nossa responsabilidade e patrimônio e depende de coragem e disposição para limpar e tratar os traumas, os malentendidos, as mágoas.

Curando nossas feridas emocionais, a proximidade não soará como ameaça. O isolamento não será mais uma “segurança”. As “falsas e inúteis soluções” diminuirão. O medo do contato com o outro diminuirá e poderemos desfrutar dos toques e abraços dos outros sem medo e com prazer.

Lisélia de Abreu Marques

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A Cauda Longa

abril 19, 2010 por admin  
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Um elegante conceito de se fazer negócios baseado na abundância e na colaboração que põe em cheque a lei da escassez; que por sua vez é o pressuposto dominante que alicerça a teoria econômica lecionada nas universidades de todo o mundo. Bem, por fazer tremer as bases da até então “imutável” lei da oferta e procura, esse livro de Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, já pode ser considerado um novo clássico.

O livro parte do principio que a Internet nos libertou e nos forneceu ferramentas (até então limitadas às grandes empresas) para sermos criadores e competidores nesse novo mercado global. Porém, mais do que novos comerciantes com alcance além das nossas cidades, nos abriu espaço para explorarmos as nossas individualidades.

A Cauda LongaPor décadas, várias gerações beberam nas informações e conteúdos que provinham de jornais, TVs e rádios.  Não nos era dado escolher o conteúdo. Adaptávamo-nos ao que vinha desses veículos tornando-os parte de nossas vidas.  Porém, devido à democratização das ferramentas de produção, hoje é possível a qualquer um criar conteúdo e competir com empresas estabelecidas à atenção do consumidor.  Um exemplo disso são os vídeos caseiros que conseguem dividir a atenção de um usuário no Youtube com filmes consagrados.  Atualmente, qualquer um pode ter sua voz na grande rede. Ao se desprender da “Cultura de sucessos” que é imposta pelas indústrias do cinema e música, a pessoa comum pode cultivar e desenvolver os seus gostos pessoais em redes cada vez maiores de pessoas que pensam como ela.

A cauda longa em si aparece no aspecto econômico dessa influência cultural propiciada pela internet através do e-commerce. A famosa Lei de Pareto (também conhecida como princípio 80-20), afirma que 20% dos seus produtos correspondem a 80% de suas vendas. Com base nisso muitas lojas limitam a disponibilização de seus produtos nas prateleiras aos que são mais vendáveis. Aos produtos de sucesso.

cauda longaJá na internet o problema de limite físico de estocagem praticamente não existe. Lojas como a Amazon e o Submarino disponibilizam de tudo e os novos consumidores que antes estavam acostumados a consumir somente os sucessos, agora buscam por coisas mais singulares de acordo com os seus próprios gostos. O que poderia ser difícil encontrar em uma loja de departamento comum se faz acessível em tais sites. Estamos saindo de um mercado de massa para um mercado de nichos. O que nos leva a observar as microtendências atuais. Porém isso é assunto de outro livro…

O importante é que o mundo está ficando mais plural com pessoas que criam, consomem e compartilham ao mesmo tempo. Não há mais papeis definidos. As empresas que não se adaptarem a essa nova realidade se verão engolidas pela maior força democratizante de todos os tempos.

A Cauda Longa
The Long Tail (2006) Chris Anderson

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Eduardo Marques

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A competição predatória

abril 18, 2010 por admin  
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O clima de competição predatória e de individualismo entre a sociedade nos dias de hoje é crescente. O capitalismo se alimenta da competição. Sem esse processo o sistema econômico atual estaria morto. A competição estimula o desempenho e melhora a qualidade dos trabalhos, serviços e produtos. Todavia ,quando é predatória como no mundo atual, ou seja, quando considera as metas a serem atingidas mais importantes do que o processo utilizado para atingi-las, torna-se desumana e destrutiva.

A competição predatória anula os valores altruístas da inteligência, anula a humanidade dos competidores. A necessidade do sucesso e o medo do fracasso são constantemente lobotomizados num sistema educacional falho que discrimina, julga e credencia a inteligência por um sistema de provas e notas que não estimula o pensar e vai desde cedo repreendendo o estimulo ao raciocínio critico.

Crescemos numa sociedade que tende a ser padronizada, de várias formas, pelo consumo, pela forma de pensar, pela forma de criticar e pela forma de raciocinar é como se fossemos treinados dentro de um modelo padrão.  Nesse modelo fechado somos estimulados a competir por tudo e essa competição tende cada dia mais a ser uma competição fria e racional, onde o emocional é desprezado. As conseqüências? O acelerado crescimento de depressão que caminha na mesma velocidade da evolução social.

A busca incondicional do ser humano por ser o número um é a tendência atual, em muitas situações nem sabemos bem o que buscamos, anulamos nosso emocional, nossa intuição e simplesmente, como robôs, tomamos decisões baseadas em um suposto “padrão”  que nos leva a traçar planos e metas que não necessariamente representem nossa identidade, mas sim o que a sociedade apresenta como a nossa felicidade.

O que se vê é uma comunidade social descaracterizada de personalidade, cada dia mais infeliz no seu interior onde nunca se foi tão útil o uso de mascaras sociais que nos ajudem a demonstrar uma felicidade artificial, ou mesmo a compra dessa felicidade o verdadeiro catalisador do sistema capitalista que através de um consumo superficial e acelerado nos da uma falsa sensação de êxtase transitória.

Pela falta de estímulo ao raciocínio critico, ao pensar , estamos desestimulados a buscar o que realmente nos faça sentir bem. Sempre estamos em busca dos padrões colocados pela sociedade. Construindo uma personalidade vinculada a um perfil de tendência que nos leva a perda do nosso individual e de uma busca pelo auto conhecimento em pró de uma arena predatória que estamos condicionados a estar e sobreviver.

Guilherme Guerato
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Quem sou eu?

abril 8, 2010 por admin  
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Somos gerados no ventre da nossa mãe como se fossemos parte do corpo dela, após o nascimento, temos o cordão umbilical rompido e com o tempo percebemos que existem dois seres, mamãe e eu. Aí identificamos mamãe e dizemos “aquela é mamãe e este sou eu, e logo depois vem a pergunta básica, e “quem sou eu?”

A pergunta básica: “quem sou eu?” move a personalidade a buscar por resposta que satisfaça à pergunta. Usando da “agregação”, a nossa personalidade passa a buscar esta resposta no meio exterior. E através da identificação vai agregando características externas e criando a imagem de quem pensamos ser.

Agrego a nacionalidade e digo que sou brasileiro(a), me identifico com o sexo de nascimento e sou homem ou mulher, me identifico com a região em que nasci e passo a ser carioca, gaúcho(a), baiano(a), etc. Minha raça define se sou branco(a), negro(a), índio(a) ou oriental. A religião que herdei ou adotei passa a me definir também. O nome que me foi dado é a minha bandeira.

Catamos os valores que existiam antes do nosso nascimento e tomamos como sendo nossos valores. Agregamos pensamentos pré-existentes e estes pensamentos nos conectaram a emoções que não eram nossas, mas nós a sentimos e passamos a agregá-las e achar que estes sentimentos somos nós. E passamos a amar um time e a desprezar um inimigo que já existiam antes de nós.

Interior moldado pelo exterior

Interior moldado pelo exterior

Tudo vem de fora e é costurado, digamos assim, como numa colcha de retalhos. E esta colcha de retalhos chamamos de EU.

Este Eu exterior, este “eu” pegado emprestado do meio, é o que chamo de personalidade.

A personalidade é aquilo que é perguntado na hora que vamos preencher um cadastro: nome, endereço, idade, sexo, estado civil, nacionalidade, naturalidade, raça, cor dos olhos, cor do cabelo, escolaridade, etc.

Geralmente quando ouvimos a pergunta “Quem é você?” respondemos usando nosso cadastro: meu nome é tal, sou homem/mulher, tenho tantos anos, sou formado em tal curso, sou casado/solteiro, torço pelo time tal e assim vai.

A pergunta “quem sou eu?” continua sem resposta, mas nosso cadastro serve como uma resposta fácil e imediata e nos acostumamos a identificar a nós mesmos por ele e nos acomodamos com esta resposta. Ao tentarmos nos definir sem usá-lo ficamos mudos. Tente pra ver. “Quem é você? Responda sem usar o cadastro – “Eu sou…” Vou dar uns minutinhos para você se autodefinir… e aí, como foi? Quer tentar mais um pouquinho? Não é fácil não é?

A personalidade tenta responder esta pergunta dia após dia da sua vida. E vai agregando conceitos externos um após o outro, e assim que consegue uma nova identificação, comemora até perceber que esta nova identificação com um conceito ou valor externo não satisfaz à pergunta, e insatisfeita, a personalidade parte em busca de outra identificação. Nem é preciso dizer que ela está constantemente insatisfeita. Percebemos isto observando nossos desejos.

Desejamos ser ricos, desejamos ter um carrão, desejamos status, desejamos poder, desejamos um cônjuge, desejamos filhos, desejamos uma profissão, desejamos aumentar nosso cadastro, na ilusão de responder à pergunta “quem sou eu?” através dele. Mas o nosso cadastro não somos nós. O cadastro pode responder ao verbo estar, mas não ao verbo ser. Estou casado, estou estudando, estou morando… , mas o verbo “estar” não é permanente. O verbo “estar” é um viajante de passagem. Buscamos por algo permanente, algo que não acabe, algo infinito, algo que é.

O nosso corpo é, sem dúvida passageiro e apesar disto é uma das identificações mais fortes que temos. Quando nascemos recebemos um corpo de presente, é o nosso passaporte pra este mundo. É o nosso “AVATAR”. Eu comparo o corpo a um carro. Este corpo, recebemos de presente, todos nós. Cada um recebe um. Novinho em folha. 0 Km. Vem com as características da montadora, com cor, modelo e tamanho já pré-definidos no DNA. Alguns vem com itens de serie a mais, outros a menos. O tipo de veiculo vai influenciar o piloto. Tem carros de corrida, tem caminhões, tem carros para transporte, tem carros de luxo, utilitários, todo tipo de carro pra todo tipo de piloto e missão. E como não podia deixar de ser, nós, os motorista/almas recebemos este carro/corpo e logo em seguida agregamos ao que pensamos ser nós mesmos e pensamos: “Meu corpo sou eu”.

A personalidade é apegada a toda a sua imensa coleção. Olha para o cadastro e para todas as idéias e emoções que colecionou e diz a si mesma: “isto sou eu”. Qualquer coisa que a personalidade entender como perda na sua coleção vai soar como uma amputação, como risco de morte.

Mas a vida é feita de muitas “perdas”. Perdas de coisas que tomamos como nossas e como nós mesmos. “Perdemos” um emprego, “perdemos” um endereço, “perdemos” dinheiro, “perdemos” status, perdemos “um cargo”, “perdemos” saúde, juventude e sofremos como se parte de nós mesmos tivesse sido arrancada.

Por ignorar quem realmente somos nos apegamos a um monte de coisas externas que absolutamente não somos nós e acreditamos ser estas coisas. Esta é uma das grandes ilusões dessa vida. Na verdade ninguém é quem ou o que pensa que é.

A essência humana não é uma coleção de identificações com coisas inanimadas provenientes do mundo fora de nós, não é sequer o nosso corpo, que recebemos ao nascer aqui. A essência humana, a verdadeira resposta para a pergunta “quem sou eu?” não pode ser respondida por identificação ou por agregação de idéias vindas do meio exterior.

A resposta a esta pergunta está no mundo interior e não no mundo exterior. A resposta é pessoal e intransferível porque somos únicos e não é o mundo lá fora quem vai nos dizer quem somos. Paremos de procurar a resposta onde ela não está e a insatisfação, a frustração vão sumir. Comecemos a usar os verbos corretamente: “Eu estou médico”, “eu estou policial”, “eu estou doente”, “eu estou bandido”, “eu estou casado”, “eu estou ignorante”, etc.

Numa vida que é passageira, nada é para sempre, nada é absoluto. As pessoas lutam arduamente para transformar em eterno o que é transitório, numa luta sem chance de vitória. Há pessoas que fazem plásticas atrás de plásticas em busca de uma juventude eterna, de uma beleza eterna, de uma magreza eterna. A vida é como água, ela flui, ela passa. Não dá para segurá-la entre os dedos; se a represar ela evapora e se a confinar ela estagna e apodrece.

E nesta vida passageira, todos se perguntam “quem sou eu?” E imagino que Mário Quintana estava entretido, a indagar-se destas questões fundamentais quando disse que “A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.” Seguindo esta linha de raciocínio, quem seria, então, esse “eu” que pergunta “quem sou eu?” e de quantos eus é feito um ser humano? Tantos quantos forem as camadas de consciência, de fora para dentro, até o EU central, seria a resposta. Imagino que se quem perguntasse fosse o eu-personalidade, – o eu externo – o cadastro satisfaria como resposta, mas não satisfaz, logo a pergunta deve estar sendo feita de um outro lugar, de um “eu” mais profundo, eu suponho. Imagino que quem pergunta é um “eu” que não passa e que pergunta incessantemente “quem sou eu?” para lembrar à personalidade que somos mais do que uma colcha de retalhos do mundo.

Lisélia de Abreu Marques – Brasília/DF
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Poder e mediocridade

abril 3, 2010 por admin  
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Estamos em mais um ano eleitoral e em breve a mesma lengalenga dos discursos simplistas e ilusórios voltará à tona em um coral formado por oportunistas e aproveitadores. Esses verdadeiros vampiros acostumados a sugar dos cofres públicos verbas que serviriam para estruturar nossa nação, serão os protagonistas de várias inserções nas grades televisivas e em toscos “santinhos” que em breve você receberá.

Mas de onde eles aparecem?

Castelo do deputado Edmar Moreira

Na verdade, tenho certeza que você sabe bem de onde eles surgem. Estão ao nosso redor, são colegas e conhecidos que em sua maioria, medíocres, anseiam por poder.  Provindos de uma sociedade onde os valores morais são facilmente substituídos por injeções de satisfação passageira, eles buscam no poder, acesso fácil aos prazeres mundanos.  Com a credencial que o cargo os outorga se sentem senhores acima da lei.  Esquecem que a sua principal finalidade seria servir os que o colocaram em tal posição.

Deixam-se levar pela leviandade presente nessa mesma sociedade em que teriam que consertar.  No final, perdem a importantíssima oportunidade que lhes foi concedida e retardam cada vez mais o amadurecimento de nosso povo.

Já o povo, creditando ao destino seu sofrimento, age passivo, pois sabe que em seu intimo poderia estar fazendo a mesma coisa se tivesse a oportunidade.  Agora lhe pergunto; como mudar então esse ciclo presente a centenas de anos em nosso país?

Agindo com razão e esquecendo as paixões que facilmente são alimentadas por discursos ideológicos que movimentam as massas nesse período. A solução está nas pessoas. Não nos partidos ou ideologias. O comportamento ilibado deve ser a vitrine da pessoa pública que pede para colaborar com a construção de uma nação. Desconfie de soluções miraculosas e de retóricas ensaiadas.  A vida pessoal de quem anseia um cargo de poder deve ser analisada. Ele não fará no seio do poder coisas diferentes do que já fez em sua vida particular.

Hoje em dia é fácil encontrar nas câmaras legislativas de todo o país, políticos com acusações de assassinato, extorsão, roubo e abuso de poder.  Em breve, esses mesmos políticos e outros que anseiam por substituí-los, estarão a pedir o seu voto. Cabe somente a você, mudar o rumo de como se faz política no Brasil. Se ausentar é colaborar com a manutenção do status quo. Como diria o dramaturgo e poeta alemão Bertold Brecht, “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem de decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

Abaixo um vídeo para não se perder a esperança

Eduardo Marques

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