Definindo um novo destino

maio 16, 2010 por admin  
Arquivado em Destaques, Life Style, Política, Razao x Fé, Sociedade

Como um ser altamente social, o ser humano vive se incluindo em grupos a fim de se sentir mais seguro e confortável. Sejam esses grupos religiosos, políticos, de trabalho, ou grupos formados no clube em um fim de semana.

Quando não por fatores geográficos ou de nascença, na maioria das vezes pertencemos a esses grupos por questões exclusivas de afinidade. Mas o que acontece quando você não mais tem afinidade com o grupo a qual pertence? Deve-se sair? Permanecer e acatar as decisões do grupo mesmo não concordando com o que os seus componentes dizem ou tentar mudar as pessoas que dele participam?

Acredito que independente da vestimenta coletiva pela qual compartilhamos idéias e que gostamos de ser identificados, somos seres individuais com valores, defeitos e gostos únicos. Viver sob um padrão comportamental regido por filosofias que não mais fazem sentido é negar quem somos em beneficio de instituições e ideologias que não mais acreditamos.

As instituições religiosas e as ideologias políticas podem nos ser muito úteis em nossa busca individual por respostas filosóficas e na nossa atuação constante de moldadores do mundo. Vivenciá-las certamente enriquece o espírito.  Entretanto, temos que ter consciência de que tudo se desenvolve e evolui nesse mundo. Ficar apegado a ideologias e instituições que não acompanharam o desenvolvimento humano das últimas décadas é como ficar apegado a um barco velho que não mais cumpre a sua função e que cedo ou tarde se verá em um museu ou no fundo do mar.

Estamos vivendo em um tempo onde muitas amarras ideológicas estão sendo desfeitas pela rápida democratização das informações e pelas novas formas de se comunicar e se organizar em redes sociais na internet.

Munidos de novas idéias e soluções, o novo cidadão global construirá nos próximos anos um mundo totalmente diferente do que costumávamos viver. O excesso de informações, sensações e contatos que hoje vivenciamos em uma única vida nos coloca em extrema vantagem em relação às gerações que nos antecederam. Se, antes, tínhamos que nos adaptar às instituições concebidas e a um conhecimento limitado e mantido por tradições, hoje as instituições que não se adaptarem e as ideologias que não se renovarem a esse novo homem, aportarão suas embarcações em nossos futuros livros de história.

Eduardo Marques
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 4.0/10 (1 vote cast)
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: +1 (from 1 vote)

Dilma e Serra em: A Democracia no Brasil

maio 2, 2010 por admin  
Arquivado em Destaques, Política

Em breve milhões de brasileiros comparecerão obrigatoriamente nas modernas urnas eletrônicas com tecnologia de biometria encomendadas pelo TSE para “celebrar” a festa da democracia.

A frase acima bem que poderia ser a sinopse de um filme de ficção de segunda, mas não é. Em outubro deste ano teremos, sim, que decidir entre praticamente dois candidatos o posto de presidente do país. Mas quem os colocou lá? Chegaram de forma democrática?

É de conhecimento geral que o presidente Lula decidiu e em um passe de mágica fez Dilma a candidata do PT.  Afinal, quem dentro do partido discutiria com o cara mais popular do Brasil? Independente da sua pouca experiência e conhecida falta de carisma e educação, Dilma foi escolhida como a sucessora na presidência pelo partido.

Do outro lado da disputa temos José Serra. Governador do estado de São Paulo que não quer largar o osso do poder, tenta mais uma vez ser presidente do Brasil.  Quem o colocou dessa vez como candidato do PSDB à presidência? Te garanto que não foram os membros ou filiados do seu partido no âmbito nacional que o escolheram. Foi ele mesmo! Na dúvida, pergunte ao Aécio que ele te conta.

Agora sim está montado o palco maior da nossa festa democrática. Dois candidatos sem nenhum carisma e presos aos seus aliados políticos que os apóiam e suportam. Muito provavelmente um deles será o próximo presidente do Brasil. E quando lá chegar, montará seus ministérios com aquela velha partilha pornográfica entre os partidos vencedores que o apoiaram. E assim, novamente entupirão órgãos que deveriam ser exclusivamente de técnicos com personalidades medíocres afundadas nos jogos de poder.

Essa é a democracia no Brasil! Vamos festejar o país do carnaval, do penta, da dentadura, da cesta de alimentos e do vale-pão. A demagogia e a propaganda aliada a nossa baixa instrução completam o show.

Eduardo Marques

VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 10.0/10 (3 votes cast)
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: +1 (from 1 vote)

Poder e mediocridade

abril 3, 2010 por admin  
Arquivado em Destaques, Política, Sociedade, Vídeos

Estamos em mais um ano eleitoral e em breve a mesma lengalenga dos discursos simplistas e ilusórios voltará à tona em um coral formado por oportunistas e aproveitadores. Esses verdadeiros vampiros acostumados a sugar dos cofres públicos verbas que serviriam para estruturar nossa nação, serão os protagonistas de várias inserções nas grades televisivas e em toscos “santinhos” que em breve você receberá.

Mas de onde eles aparecem?

Castelo do deputado Edmar Moreira

Na verdade, tenho certeza que você sabe bem de onde eles surgem. Estão ao nosso redor, são colegas e conhecidos que em sua maioria, medíocres, anseiam por poder.  Provindos de uma sociedade onde os valores morais são facilmente substituídos por injeções de satisfação passageira, eles buscam no poder, acesso fácil aos prazeres mundanos.  Com a credencial que o cargo os outorga se sentem senhores acima da lei.  Esquecem que a sua principal finalidade seria servir os que o colocaram em tal posição.

Deixam-se levar pela leviandade presente nessa mesma sociedade em que teriam que consertar.  No final, perdem a importantíssima oportunidade que lhes foi concedida e retardam cada vez mais o amadurecimento de nosso povo.

Já o povo, creditando ao destino seu sofrimento, age passivo, pois sabe que em seu intimo poderia estar fazendo a mesma coisa se tivesse a oportunidade.  Agora lhe pergunto; como mudar então esse ciclo presente a centenas de anos em nosso país?

Agindo com razão e esquecendo as paixões que facilmente são alimentadas por discursos ideológicos que movimentam as massas nesse período. A solução está nas pessoas. Não nos partidos ou ideologias. O comportamento ilibado deve ser a vitrine da pessoa pública que pede para colaborar com a construção de uma nação. Desconfie de soluções miraculosas e de retóricas ensaiadas.  A vida pessoal de quem anseia um cargo de poder deve ser analisada. Ele não fará no seio do poder coisas diferentes do que já fez em sua vida particular.

Hoje em dia é fácil encontrar nas câmaras legislativas de todo o país, políticos com acusações de assassinato, extorsão, roubo e abuso de poder.  Em breve, esses mesmos políticos e outros que anseiam por substituí-los, estarão a pedir o seu voto. Cabe somente a você, mudar o rumo de como se faz política no Brasil. Se ausentar é colaborar com a manutenção do status quo. Como diria o dramaturgo e poeta alemão Bertold Brecht, “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem de decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

Abaixo um vídeo para não se perder a esperança

Eduardo Marques

VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 0 (from 0 votes)

Brasília de Arruda, Roriz ou dos brasileiros?

dezembro 6, 2009 por admin  
Arquivado em Destaques, Política, Sociedade

Brasília é uma cidade singular de difícil comparação com qualquer outra no país.  Seja por seus defeitos ou acertos, a sua distância das outras capitais ou o seu alto padrão de vida, a capital do País sempre respirou um ar diferente. Independente disso, ela se assemelha quando o assunto é corrupção. O verdadeiro mal generalizado desse País.

Às vésperas de completar cinqüenta anos, a cidade presenciou o seu maior escândalo político na esfera regional até então. Para uma maior compreensão dos que são de fora, a cidade possui dois universos distintos com uma pequena intersecção entre eles.

Há a esfera Federal e a esfera Distrital.  A primeira é formada por funcionários públicos provenientes de todo o país que trabalham nos órgãos governamentais da federação e que possuem uma excelente qualidade de vida. A elite política dessa esfera é eleita por todos os brasileiros a cada quatro anos. Já a segunda, é formada pela composição distrital. Homens e mulheres provenientes em sua maioria dos estados de Minas Gerais, Goiás e do nordeste brasileiro. Eles formam o grosso dos habitantes do DF. Assim como os primeiros, esses homens e mulheres vivem na cidade sob a direção do Governo do Distrito Federal.

gdf_internaO Governo do DF por muitos anos foi conduzido (se não me engano foram quatro mandatos) por Joaquim Roriz. Político populista que fez do entorno de Brasília uma grande favela, ficou conhecido por fazer um governo direcionado a amigos. Encheu a máquina pública de parceiros (para não dizer comparsas) e governou o DF como quem comandava uma fazenda.

Após anos de desgovernança, cedeu lugar a José Roberto Arruda. Este, perdoado pelos brasilienses no caso do painel do Senado, aparecia como uma esperança de um rumo melhor à Brasília que até então assistia a uma luta desenfreada entre o PMDB e o PT a cada eleição. Eleito, Arruda enxugou as secretarias e desfez a maioria dos cabides de empregos de Roriz. Com a ajuda do vice-governador Paulo Octávio, transformou a gerência fazendária herdada de Roriz em uma administração empresarial.

Porém, o que parecia bom demais para ser verdade foi descortinado recentemente pela Polícia Federal. Ao que tudo indica, Arruda conseguiu apoio da base governista anterior (fiel a Roriz, como quem é temente a Deus) na base da compra de votos. O agora conhecido Mensalão do DEM do DF.

Isso nos remete a uma indagação. Até quando ficaremos quietos? Por décadas e décadas não só em Brasília, mas em todo o país, os governantes que deveriam direcionar nossa nação ao desenvolvimento são conhecidos por se apropriar do dinheiro público. Reclamamos e depois de um tempo as coisas continuam como se nada tivesse acontecido.

Uma reforma política é necessária e devemos lutar por isso. A democracia no Brasil ainda é defeituosa. Os estudantes que invadiram a Câmara Legislativa devem continuar lá, pois é indignante saber que de vinte e quatro deputados, somente cinco não foram mencionados pela PF na Operação Pandora. Se há alguma esperança na Câmara Legislativa do DF, ela está nas mãos de Chico Leite, Erika Kokay, Cabo Patrício, Paulo Tadeu e Reguffe.

Acorda Brasil!

Eduardo Marques

VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 9.5/10 (2 votes cast)
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: +3 (from 3 votes)

Entre o Estado e o Livre Mercado

novembro 19, 2009 por admin  
Arquivado em Destaques, Política

Dando continuidade ao artigo: Apagão político, gostaria de expor alguns fatos e idéias a cerca de um tema que desperta a paixão política de vários brasileiros. Afinal, devemos apoiar nossa economia na mão do Estado ou na mão invisível do livre mercado?

Adam Smith em A riqueza das nações defendeu a ampla liberdade do mercado sem a intervenção do Estado. Ele dizia que a própria interação dos indivíduos ordenaria o funcionamento do comércio. Por outro lado, países que se apoiaram fortemente sobre essas premissas sentiram um forte baque quando a crise econômica despontou. Diga-se de passagem, a Islândia simplesmente faliu.

Já países que possuem sua base em uma economia estatal acabam criando monopólio e em muitas vezes misturam interesses políticos com os rendimentos da empresa.

Diante desse quadro o que fazer? Acredito que devamos utilizar um pouco de cada coisa e temperar bastante com parcerias público-privadas, as famosas PPPs.

Tendo em visto isso, creio que deva ficar na mão do Estado o controle de nossas reservas naturais e recursos básicos como saúde, educação e segurança. Em contrapartida, cabe a iniciativa privada desenvolver as outras áreas. Porém, isso deve acontecer com a chancela do governo através dos órgãos reguladores. Se deixarmos o próprio mercado se regular, provavelmente o interesse exclusivo do lucro se sobrepujará ao interesse da prestação de serviço que privilegia a sociedade. Um exemplo disso é o que normalmente ocorre em licitações para recapeamentos de autopistas onde a empresa ganhadora presta um serviço de péssima qualidade para que no próximo ano as estradas estejam novamente destruídas e ela possa ser recontratada.

Entretanto, na outra mão temos o problema do mau-gerenciamento público que por muitas vezes ocorre pelo fato de políticos ocuparem cargos que deveriam ser técnicos e pela limitadíssima visão de implementação de metas de governo e não de nação.

Isso está começando a mudar, pois com a popularização da internet, está ficando cada vez mais fácil ao cidadão verificar e cobrar nos sites do governo a aplicação dos princípios constitucionais da administração pública. Para os que não a conhecem são os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Enfim, apesar de muita gente pedir uma menor intervenção do estado para poder privatizar tudo, temos que lembrar que não é a atuação do estado que tem que ser menor. É o serviço do Estado que tem que ser melhor. E este só será quando tivermos um povo instruído e que cobre. Infelizmente, ainda estamos num patamar aonde é muito comum pessoas instruídas confundirem a ineficiência da gestão do Estado com a sua função de ser.

Eduardo Marques

VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 9.5/10 (2 votes cast)
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 0 (from 0 votes)

Apagão político

novembro 19, 2009 por admin  
Arquivado em Destaques, Política

Que oportuno foi ao PSDB e a certos segmentos da mídia o apagão que deixou sem energia metade do país na última semana.   A falha que gerou o blecaute deve ser investigada e medidas devem ser tomadas a fim de se evitar novas surpresas. Entretanto, o que se vê na mídia é uma supervalorização do tema com a finalidade explicita de expor politicamente a administração do governo petista.

O que me deixa chateado com tudo isso é o jogo interesseiro de ambas as partes. Tanto da direita como da esquerda.  De um lado o governo fala que nada de importante aconteceu, quando de fato aconteceu. De outro, a oposição age como um urubu que quer destrinchar o tema até os ossos.

Enquanto isso, milhares de cidadãos (que realmente se preocupam com o país) acabam abraçando ideais de um lado ou de outro na ilusória esperança de que algum esteja correto.  Partidários de esquerda e direita se digladiam verbalmente pelos fóruns na internet como se ambos não desejassem um país melhor.  O que todos nós precisamos entender é que nem só de estado ou livre mercado, se vive hoje em dia.

Eduardo Marques

VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 9.5/10 (2 votes cast)
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 0 (from 0 votes)

A ameaça evangélica

outubro 12, 2009 por admin  
Arquivado em Destaques, Mídia, Política, Sociedade

bancada_evangelica_abusoOutro dia ao “zapear” pelos canais de televisão contabilizei nada menos do que dez programas evangélicos sendo transmitidos ao mesmo tempo. Apesar de não concordar com o que é pregado, compreendo que as palavras expostas na TV possam aliviar as dores de milhares de corações desamparados pelo Brasil.

Entretanto, o que me preocupa em relação a essas pregações é o poder concedido pela sua audiência (composta em sua maioria por fiéis que esquecem a razão para abraçar a fé), aos seus lideres. Poder esse que há anos deixou de se limitar ao campo religioso para abraçar a política. Com uma quantidade crescente de seguidores, os lideres neo-pentecostais, sejam eles bispos ou pastores, ganham cada vez mais espaço na política por se utilizar do voto adquirido nos seus palanques midiáticos.

bancada_evangelica_pastorGostaria de destacar que o dizimo em tais programas é extensamente solicitado para a aquisição de novas igrejas e para mais inserções nas grades televisivas. A Igreja Universal do Reino de Deus, uma bem sucedida empresa, digo Igreja, despontou como modelo para outras como a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Internacional da Graça, a Renascer em Cristo e a Sara Nossa Terra.

Cada vez mais tais igrejas ganham espaço na mídia e infelizmente isso em breve se repetirá na política quando suas ovelhas as seguirem nas urnas. Com isso, temas como células-tronco, união civil de homossexuais e outros temas morais se verão barrados por uma nova aliança entre política e religião.

bancada_evangelica_outdoor

Com Deus como cabo eleitoral, poderão ironicamente nos levar a uma nova Idade das Trevas.  Para os que não conhecem, a Idade das Trevas foi o período de declínio cultural observado na Europa entre a queda de Roma à ascensão do Iluminismo no século XVII. Foi nessa parte da história da humanidade em que a fé cega e a política geraram uma estagnação e atraso social de aproximadamente mil anos.

É preciso ter cuidado.

Eduardo Marques

VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 7.7/10 (3 votes cast)
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: +1 (from 1 vote)

A década do Brasil 2010 – 2020

outubro 4, 2009 por admin  
Arquivado em Destaques, Política, Sociedade

Que a primeira década do século XXI pertenceu a China, não há dúvidas.  Ao entrar na OMC em 2001, colocou mais de um bilhão de trabalhadores no ciclo do consumo mundial e transferiu o eixo da economia no mundo.china Este acontecimento deu início a um mundo multipolar. Nem com novos “11 de setembro” os EUA restabelecerão sua hegemonia.

O fato é que o mundo mudou. Nessa nova variação, outro país começou também a ganhar espaço na política internacional. Apesar de todos os defeitos que ainda possui, o Brasil passou pela grande crise dos bancos com apenas pequenos arranhões enquanto nações desenvolvidas ainda respiram por aparelhos.

lulaPor mais que falem mal do presidente Lula, ele sem dúvida entrará para a história de nossa nação como o responsável  pelo Brasil que veremos nos próximos anos.  Parafraseando o mesmo em seu mais famoso jargão, “nunca antes na história desse país” o Brasil cresceu tanto. Elogiado lá fora por suas políticas sociais, diplomáticas e de liderança, é visto normalmente por nossa mídia nativa como um simples populista.

A verdade é que no seu governo o cara achou o pré-sal, trouxe a Copa, as Olimpíadas, inseriu o Brasil no G20, incluiu 30 milhões de pessoas na classe média, aumentou as exportações, eliminou a dependência do Brasil com o FMI e se tornou reconhecidamente pelo mundo o representante da nova América Latina.brasil

Na área comercial também faz bonito. Hoje é maior parceiro comercial de todos os países do Cone Sul e tem grande atuação com todos os outros países da América Latina e de língua portuguesa. Se antes os produtos industrializados tinham um maior apelo comercial, hoje são as commodities as cartas da vez. Tendo a maior área de plantação existente, poderemos alimentar o mundo. Com a provável entrada da Petrobras na Opep e com a expansão agrobusinnes, venderemos cada vez mais para o crescente mundo em desenvolvimento que necessita de produtos básicos.

decada_brasilApesar disso tudo, ainda existem pessoas que não acreditam em nossa expansão pelo simples fato de não concordarem com o governo existente.  Ou pior, por não quererem que o sucesso aconteça nessa gestão.  Isso me remete ao meu texto anterior sobre a dualidade política. A verdade, meus amigos, é que independente de governo, o importante é crescer e ganhar confiança. Dentro de poucos anos, a política mudará completamente com a verdadeira democracia que virá da internet.  Mas isso é assunto para um novo post.

Esqueçam as picuinhas políticas! Essa é a chance de nos unirmos por um ideal real. Sejam as Olimpíadas ou a Copa, essa é a nossa hora de crescer. Eu mesmo fui contra as Olimpíadas. Entretanto, depois de escrever sobre como a Copa seria bom para o país ,  já consigo ver como o Rio e o Brasil se beneficiarão dos jogos.

Eduardo Marques

Veja também:

VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 7.3/10 (4 votes cast)
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 0 (from 2 votes)

Dualidade política

setembro 27, 2009 por admin  
Arquivado em Destaques, Mídia, Política, Sociedade

A eterna luta entre Direita X Esquerda

A eterna luta entre Direita X Esquerda

A concepção cartesiana de dualidade, segundo a qual entendemos as coisas através da explicação dos opostos, está condicionada a achar explicações duais para tudo.  Para a maioria das pessoas, uma coisa só pode existir porque há um inverso para ela. Exemplos como sim e não, céu e inferno e bem e mal fazem parte do entender individual. Dessa maneira, o nosso modo de compreender as coisas está condicionado (porque não dizer viciado), a achar explicações duais para tudo.

Na política as coisas não são diferentes. Para dar um exemplo próximo, vejamos como funciona o cenário brasileiro.  Habitado por diversos partidos eleitorais, ele basicamente se divide entre esquerda e direita. Ideais e coligações são defendidos por ambos os lados, muitas vezes alimentados por paixões extremas.

Todos querem provar do leite

O pré-sal é um belo exemplo de comportamento pautado por paixões e interesses.  De certo, é um trunfo do governo para o futuro. Porém, pode se perder no desenrolar dos interesses. Enquanto a esquerda o usa para fazer propaganda eleitoral, a direita tenta tirar o seu brilho. No final, eles brigam entre si e deixam a população a mercê dos resultados da batalha. O que era pra ser uma ferramenta incontestável de desenvolvimento se torna objeto de um jogo de poder.  É nessas horas que tento entender como que a razão instrumental analítica que tanto espaço já ganhou no campo científico, não é mais presente no social. A resposta é simples. EDUCAÇÃO.

Alienação social

Como ignorantes sociais; deixamos-nos levar pelas ondas da mídia e do cotidiano banal. Ao não nos perguntarmos por que as coisas são assim as deixamos ser do jeito que planejam para a gente. Isso não é uma falha existente somente nas classes menos afortunadas e desprovidas de ensino. Está também presente em vários grupos de alto poder aquisitivo que ao invés de pensar em como salvar o mundo, pensam somente em se salvar no mundo.

Enfim, educação moral reflexiva é importante para entendermos o nosso papel na construção de uma nação e mundo melhores.

Na próxima eleição, não pense em dimensões duais de esquerda e direita, pense em formas racionais de como resolver os nossos problemas.

Eduardo Marques

VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 10.0/10 (1 vote cast)
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: -1 (from 1 vote)

O Desenvolvimento do Brasil para a Copa de 2014

agosto 23, 2009 por admin  
Arquivado em Destaques, Política, Sociedade

Por muitos anos o Brasil foi chamado de o País do Futuro.  Este misto de mantra com profecia se enraizou de um jeito na mente do brasileiro que hoje ele o interpreta mais como uma crença do que como uma certeza de que este futuro um dia chegará. Na verdade, muitas barreiras precisam ser ultrapassadas para podermos de fato servir de exemplo ao mundo. Porém, há uma real chance de isso acontecer em curto prazo.

Citarei alguns fatos que me levam a crer nisso:copa-2014-260x300

  • Apesar de toda a corrupção enraizada no poder, somos a democracia mais transparente do grupo de economias emergentes que ficou conhecida como BRIC (Brasil, Rússia, China e índia).
  • Com a estabilização do real, o planejamento e o investimento se tornaram possíveis e o consumo interno ascendeu vertiginosamente alcançando hoje grandes parcelas dos públicos C, D e E, que outrora eram ignorados.
  • A conscientização verde que hoje eclode pelo mundo já faz parte dos nossos hábitos há alguns anos.

O fato é que apesar de estarmos crescendo em alguns aspectos e de começarmos a ter mais destaque internacional, falta-nos ainda um grande ponto.  A EDUCAÇÃO. Somente com um ensino forte, teremos um País forte. Por mais que haja exceções, ainda somos identificados pelo carnaval e pelo futebol; pelo jeito fácil e pela informalidade.

Em cinco anos estaremos hospedando um dos maiores eventos esportivos do mundo e com certeza o problema da educação não terá sido resolvido até lá. Entretanto, como uma ironia do nosso maior pecado, não será a razão que nos mudará da posição de melhor país do 3º mundo para uma das últimas posições da categoria de 1º mundo. Será a nossa paixão. Esse sentimento, por muitas vezes irracional que nos leva a cometer atos impensados, fará o Brasil se desenvolver como nunca visto na próxima meia década.

A Copa do Mundo de 2014 é a oportunidade perfeita para toda a nação abraçar um ideal. Não deixaremos de ser o país do futebol e do carnaval e incrivelmente isso não será o problema maior do nosso desenvolvimento. Pelo contrário, abraçando o que nos torna o que somos, iremos desenvolver e, à brasileira, traçar a nossa ascensão.  Ao apresentar ao mundo um país moderno, teremos chegado a um ponto sem volta. A atual baixa-estima terá dado lugar a um sentimento confortador de capacidade que ocorre quando há união por um ideal. Daí para frente, a educação que tanto foi ignorada será então valorizada como a ferramenta que nos levará adiante.

VN:F [1.9.2_1090]
Rating: 9.4/10 (5 votes cast)
VN:F [1.9.2_1090]
Rating: +2 (from 2 votes)

Próxima Página »