Poder e mediocridade

abril 3, 2010 por admin  
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Estamos em mais um ano eleitoral e em breve a mesma lengalenga dos discursos simplistas e ilusórios voltará à tona em um coral formado por oportunistas e aproveitadores. Esses verdadeiros vampiros acostumados a sugar dos cofres públicos verbas que serviriam para estruturar nossa nação, serão os protagonistas de várias inserções nas grades televisivas e em toscos “santinhos” que em breve você receberá.

Mas de onde eles aparecem?

Castelo do deputado Edmar Moreira

Na verdade, tenho certeza que você sabe bem de onde eles surgem. Estão ao nosso redor, são colegas e conhecidos que em sua maioria, medíocres, anseiam por poder.  Provindos de uma sociedade onde os valores morais são facilmente substituídos por injeções de satisfação passageira, eles buscam no poder, acesso fácil aos prazeres mundanos.  Com a credencial que o cargo os outorga se sentem senhores acima da lei.  Esquecem que a sua principal finalidade seria servir os que o colocaram em tal posição.

Deixam-se levar pela leviandade presente nessa mesma sociedade em que teriam que consertar.  No final, perdem a importantíssima oportunidade que lhes foi concedida e retardam cada vez mais o amadurecimento de nosso povo.

Já o povo, creditando ao destino seu sofrimento, age passivo, pois sabe que em seu intimo poderia estar fazendo a mesma coisa se tivesse a oportunidade.  Agora lhe pergunto; como mudar então esse ciclo presente a centenas de anos em nosso país?

Agindo com razão e esquecendo as paixões que facilmente são alimentadas por discursos ideológicos que movimentam as massas nesse período. A solução está nas pessoas. Não nos partidos ou ideologias. O comportamento ilibado deve ser a vitrine da pessoa pública que pede para colaborar com a construção de uma nação. Desconfie de soluções miraculosas e de retóricas ensaiadas.  A vida pessoal de quem anseia um cargo de poder deve ser analisada. Ele não fará no seio do poder coisas diferentes do que já fez em sua vida particular.

Hoje em dia é fácil encontrar nas câmaras legislativas de todo o país, políticos com acusações de assassinato, extorsão, roubo e abuso de poder.  Em breve, esses mesmos políticos e outros que anseiam por substituí-los, estarão a pedir o seu voto. Cabe somente a você, mudar o rumo de como se faz política no Brasil. Se ausentar é colaborar com a manutenção do status quo. Como diria o dramaturgo e poeta alemão Bertold Brecht, “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem de decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

Abaixo um vídeo para não se perder a esperança

Eduardo Marques

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Nem toda brasileira é bunda, mas toda generalização é burra!

dezembro 6, 2009 por admin  
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A piada do ator Robin Williams foi, no mínimo, infame. Acredito que não houve um brasileiro sequer que tenha ficado impassível ao ouví-la. Contudo, não podemos deixar de fazer uma breve reflexão sobre a imagem que nosso país tem no mundo. Há décadas o Brasil é vendido no exterior como república da bunda, do carnaval, do sexo, da libertinagem. Até pouco tempo atrás vídeos institucionais promoviam nossa terra mãe gentil apelando para o clichê: carnaval, futebol, samba e mulheres.

O Brasil está na moda. Isso é fato. Nunca na história desse País tivemos tanta visibilidade internacional e tantas celebridades circulando por aqui. Ora, não é de se estranhar que os gringos, ao se depararem com a desinibição de nossas meninas, tenham reações acaloradas como a do rapper americano P.Diddy que, em recente passagem pelo Rio de Janeiro, postou em seu Twitter a inequívoca constatação: “o Brasil é como um tsunami de bundas”.

Enquanto isso, do outro lado do oceano Atlântico, a palavra “brasileira” virou sinônimo de prostituta. Preconceito? Antes fosse! A Europa recebeu nos últimos anos milhares de conterrâneas (de todos os sexos) que emigraram ilegalmente em busca de, digamos, uma maior rentabilidade para seu negócio.

robin_williams_bunda_intrernaA super exposição de nossas mulheres somada ao interesse da imprensa internacional em explorar nossas tragédias cotidianas, muitas delas deflagradas pelo narcotráfico, resulta na visão óbvia e generalizante expressa pelo ator americano. O episódio da piada sem graça deixa claro que a imagem externa do Brasil e do brasileiro é lamentável.

Bem, depois de contar até ten e jurar nunca mais assistir a um filme de Williams, talvez essa seja uma boa hora de refletirmos seriamente sobre a nossa identidade nacional e quanto nossa imagem internacional é realmente distorcida. Quem sabe, não seja esse um bom momento para começarmos a expor para o mundo as coisas extraordinárias que temos. Afinal, nem toda brasileira é bunda e nem todo brasileiro é traficante.

Artigo enviado por:
Vanina Machado
Revisado por:
Eduardo Marques
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Apagão político

novembro 19, 2009 por admin  
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Que oportuno foi ao PSDB e a certos segmentos da mídia o apagão que deixou sem energia metade do país na última semana.   A falha que gerou o blecaute deve ser investigada e medidas devem ser tomadas a fim de se evitar novas surpresas. Entretanto, o que se vê na mídia é uma supervalorização do tema com a finalidade explicita de expor politicamente a administração do governo petista.

O que me deixa chateado com tudo isso é o jogo interesseiro de ambas as partes. Tanto da direita como da esquerda.  De um lado o governo fala que nada de importante aconteceu, quando de fato aconteceu. De outro, a oposição age como um urubu que quer destrinchar o tema até os ossos.

Enquanto isso, milhares de cidadãos (que realmente se preocupam com o país) acabam abraçando ideais de um lado ou de outro na ilusória esperança de que algum esteja correto.  Partidários de esquerda e direita se digladiam verbalmente pelos fóruns na internet como se ambos não desejassem um país melhor.  O que todos nós precisamos entender é que nem só de estado ou livre mercado, se vive hoje em dia.

Eduardo Marques

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A década do Brasil 2010 – 2020

outubro 4, 2009 por admin  
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Que a primeira década do século XXI pertenceu a China, não há dúvidas.  Ao entrar na OMC em 2001, colocou mais de um bilhão de trabalhadores no ciclo do consumo mundial e transferiu o eixo da economia no mundo.china Este acontecimento deu início a um mundo multipolar. Nem com novos “11 de setembro” os EUA restabelecerão sua hegemonia.

O fato é que o mundo mudou. Nessa nova variação, outro país começou também a ganhar espaço na política internacional. Apesar de todos os defeitos que ainda possui, o Brasil passou pela grande crise dos bancos com apenas pequenos arranhões enquanto nações desenvolvidas ainda respiram por aparelhos.

lulaPor mais que falem mal do presidente Lula, ele sem dúvida entrará para a história de nossa nação como o responsável  pelo Brasil que veremos nos próximos anos.  Parafraseando o mesmo em seu mais famoso jargão, “nunca antes na história desse país” o Brasil cresceu tanto. Elogiado lá fora por suas políticas sociais, diplomáticas e de liderança, é visto normalmente por nossa mídia nativa como um simples populista.

A verdade é que no seu governo o cara achou o pré-sal, trouxe a Copa, as Olimpíadas, inseriu o Brasil no G20, incluiu 30 milhões de pessoas na classe média, aumentou as exportações, eliminou a dependência do Brasil com o FMI e se tornou reconhecidamente pelo mundo o representante da nova América Latina.brasil

Na área comercial também faz bonito. Hoje é maior parceiro comercial de todos os países do Cone Sul e tem grande atuação com todos os outros países da América Latina e de língua portuguesa. Se antes os produtos industrializados tinham um maior apelo comercial, hoje são as commodities as cartas da vez. Tendo a maior área de plantação existente, poderemos alimentar o mundo. Com a provável entrada da Petrobras na Opep e com a expansão agrobusinnes, venderemos cada vez mais para o crescente mundo em desenvolvimento que necessita de produtos básicos.

decada_brasilApesar disso tudo, ainda existem pessoas que não acreditam em nossa expansão pelo simples fato de não concordarem com o governo existente.  Ou pior, por não quererem que o sucesso aconteça nessa gestão.  Isso me remete ao meu texto anterior sobre a dualidade política. A verdade, meus amigos, é que independente de governo, o importante é crescer e ganhar confiança. Dentro de poucos anos, a política mudará completamente com a verdadeira democracia que virá da internet.  Mas isso é assunto para um novo post.

Esqueçam as picuinhas políticas! Essa é a chance de nos unirmos por um ideal real. Sejam as Olimpíadas ou a Copa, essa é a nossa hora de crescer. Eu mesmo fui contra as Olimpíadas. Entretanto, depois de escrever sobre como a Copa seria bom para o país ,  já consigo ver como o Rio e o Brasil se beneficiarão dos jogos.

Eduardo Marques

Veja também:

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O Desenvolvimento do Brasil para a Copa de 2014

agosto 23, 2009 por admin  
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Por muitos anos o Brasil foi chamado de o País do Futuro.  Este misto de mantra com profecia se enraizou de um jeito na mente do brasileiro que hoje ele o interpreta mais como uma crença do que como uma certeza de que este futuro um dia chegará. Na verdade, muitas barreiras precisam ser ultrapassadas para podermos de fato servir de exemplo ao mundo. Porém, há uma real chance de isso acontecer em curto prazo.

Citarei alguns fatos que me levam a crer nisso:copa-2014-260x300

  • Apesar de toda a corrupção enraizada no poder, somos a democracia mais transparente do grupo de economias emergentes que ficou conhecida como BRIC (Brasil, Rússia, China e índia).
  • Com a estabilização do real, o planejamento e o investimento se tornaram possíveis e o consumo interno ascendeu vertiginosamente alcançando hoje grandes parcelas dos públicos C, D e E, que outrora eram ignorados.
  • A conscientização verde que hoje eclode pelo mundo já faz parte dos nossos hábitos há alguns anos.

O fato é que apesar de estarmos crescendo em alguns aspectos e de começarmos a ter mais destaque internacional, falta-nos ainda um grande ponto.  A EDUCAÇÃO. Somente com um ensino forte, teremos um País forte. Por mais que haja exceções, ainda somos identificados pelo carnaval e pelo futebol; pelo jeito fácil e pela informalidade.

Em cinco anos estaremos hospedando um dos maiores eventos esportivos do mundo e com certeza o problema da educação não terá sido resolvido até lá. Entretanto, como uma ironia do nosso maior pecado, não será a razão que nos mudará da posição de melhor país do 3º mundo para uma das últimas posições da categoria de 1º mundo. Será a nossa paixão. Esse sentimento, por muitas vezes irracional que nos leva a cometer atos impensados, fará o Brasil se desenvolver como nunca visto na próxima meia década.

A Copa do Mundo de 2014 é a oportunidade perfeita para toda a nação abraçar um ideal. Não deixaremos de ser o país do futebol e do carnaval e incrivelmente isso não será o problema maior do nosso desenvolvimento. Pelo contrário, abraçando o que nos torna o que somos, iremos desenvolver e, à brasileira, traçar a nossa ascensão.  Ao apresentar ao mundo um país moderno, teremos chegado a um ponto sem volta. A atual baixa-estima terá dado lugar a um sentimento confortador de capacidade que ocorre quando há união por um ideal. Daí para frente, a educação que tanto foi ignorada será então valorizada como a ferramenta que nos levará adiante.

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A sabedoria de uma criança

maio 17, 2009 por admin  
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Este é um dos vídeos mais lindos que eu já assisti no Youtube.

Durante a ECO 92, a estudante canadense Severn Cullis-Suzuki, nos mostrou de forma clara e emocionante que só depende de nós a construção de um mundo melhor.



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Existe democracia no Brasil?

abril 28, 2009 por admin  
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Segundo a Wikipédia, democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos, direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos.

Como um país sem ideal “democrático”, escolhemos os nossos representantes a cada quatro anos.  A cada “nova temporada”,  os mesmos políticos aparecem em vários meios de comunicação com propostas para resolver todos os “velhos” problemas da nação…

Agora lhe pergunto:

Você acha que estamos realmente sendo representados nesse sistema democrático?  Aparecer na mídia e em palanques pelo Brasil não é muito barato e todo político que se preze, tem um financiador por detrás de sua imagem. Alguém que está investindo muito dinheiro em sua campanha para que ele chegue ao poder. Lembre-se, em um sistema capitalista como o nosso ninguém dá dinheiro à toa sem receber nada em troca. Começa ai o problema democrático do Brasil.

Elegemos pessoas que já entram comprometidas na política.  Após isso, começa o chamado jogo político. Você concede daqui para ganhar de lá, entra em conchavos, vota de acordo com um grupo e faz da vida do povo um jogo de interesse que já quase nada o representa.

A verdade é que não precisamos de políticos. Eles não resolvem nada e fazem da nossa vida um jogo. Precisamos de técnicos. Problemas de transportes, de segurança, de moradia, não são resolvidos por um político… Estes problemas são resolvidos por técnicos, são resolvidos por  engenheiros e especialistas com instrução na área.

A maioria dos nossos problemas persistem porque a classe política que por décadas está no poder quer se perpetuar, mantendo o povo no cabresto.  Veja o próprio Sarney, foi até presidente da república e o seu estado continua como um dos mais miseráveis da nação.
E ainda temos que assistir aos senadores e deputados choramingando porque perderam a mamata de levar outras pessoas em vôos pagos pelo governo.  É essa a democracia que você quer?

Isso me fez lembrar uma história que circula pela Internet de que a roqueira Rita Lee, que sempre debochou da classe política, está sugerindo um confinamento do tipo Big Brother Brasil, com todos os pré-candidatos à presidência da República:

Rita Lee

Rita Lee

“Eles ficariam debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo. Sem marqueteiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados. Toda semana o público vota e elimina um. Além de acabar com o horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos. No final do programa o vencedor ganharia o cargo público máximo do país. Assim, quem financiaria essa casa seria o repasse de parte do valor dos telefonemas que a casa receberia e ninguém mais precisará corromper empreiteiras ou empresas de lixo sob a alegação de cobrir o ‘fundo de campanha’ “.

Parece piada mas este  processo seria mais democrático do que o atual.

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