A democratização da comunicação.
A veiculação de informações pelas mídias no Brasil esteve por muito tempo nas mãos de seis redes de televisão e de uma dúzia de jornais e revistas mantidas por velhos grupos de comunicação. Tudo o que assistíamos ou líamos era trazido ao nosso conhecimento por estes grupos.
Desta forma, a opinião pública nacional era facilmente conduzida (ou porque não dizer induzida) por estes meios. Foi o tempo da comunicação de mão única que hoje está agonizando.
O fato é que os tempos mudaram e com ele os meios de comunicação. Hoje, final da primeira década do século XXI, qualquer pessoa alfabetizada que tenha acesso a um computador pode conseguir informações sobre quase tudo já produzido pela humanidade. Com o advento da Internet 2.0, as mídias sociais se multiplicaram e qualquer um pode criar e divulgar facilmente o que quiser. De vídeos a textos, passando por fotos e áudio, a internet se tornou o meio real de se conectar a humanidade.
Com ela novos costumes e comportamentos foram criados. Se antes esperávamos o Jornal Nacional nos informar o que houve durante o dia, hoje vamos até a notícia que é divulgada em tempo real por sites e pessoas comuns presentes na grande rede que disponibilizam com seus celulares e computadores tudo o que acontece ao redor do planeta.
A comunicação agora acontece em duas vias. Os telespectadores e leitores que eram passivos, hoje produzem conteúdo e disputam espaço com as empresas que outrora monopolizavam o que era divulgado no país.
Não há mais espaço para grandes figurões. A opinião pública cada vez mais será diversificada e pública! Novos meios de se comprar e se comportar já desenham como os próximos anos serão.
Abaixo um vídeo bastante interessante criado por Gustavo Donda e a equipe da TV1, apresentado na 1ª Conferência Web 2.0 sobre a revolução da comunicação e na economia causada pelas mudanças tecnológicas.
Vejo um mundo cada vez mais cheio de Rafinhas…
Detalhe: Este vídeo é de 2007. Não existia Twitter e nem Iphone.
É impossível prever o que virá! Entretanto, de uma coisa estou certo, viveremos em uma era sem igual!
Seja bem-vindo ao novo mundo da comunicação digital!
O momento em que vivemos
junho 21, 2009 por admin
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Um certo ar de apreensão e descontentamento é percebido na psicoesfera terrestre nos últimos meses. A crise financeira internacional aliada à crescente especulação midiática tem ajudado a desequilibrar emocionalmente milhões de pessoas ao redor do planeta.
Estamos no meio de uma era de mudanças. Mudanças ocasionadas por mim e por você. O comportamento de consumo vem mudando constantemente com o advento da Internet e do modo como adquirimos os bens. Apesar de estarmos consumindo mais, não mais o fazemos como antigamente e isso foi uma machadada em um dos pilares do antigo capitalismo predatório.
A partir de 1825, quando os primeiros trens começaram a cruzar o interior inglês trazendo a produção das fazendas à Londres, as grandes metrópoles ao redor do mundo passaram a consumir em excesso, pois tinham ao seu alcance, uma maior diversidade de produtos. Hoje consumimos artigos fúteis, virtuais e desnecessários simplesmente porque podemos. Se a mudança em 1800 do modelo de fazenda familiar rural para o de consumo urbano representou uma mudança brusca no nosso modo de vida, o que ocorre hoje também entrará nos livros de história.
Portanto não se desespere. Veja e sinta como é fantástico poder estar vivo agora e fazer parte dessa mudança que transformará completamente quem somos. É necessário haver crises. Somente com elas que as mudanças ocorrem.
Em 1534, Lutero publicava sua primeira bíblia em alemão e a divulgava na nascente imprensa européia. Desde então, foi dado ao homem comum à possibilidade de interpretar Deus e de ter acesso a todo tipo de conhecimento que passava a estar impresso em páginas. Hoje, além de termos acesso ao conhecimento dos livros (o que representou o maior avanço tecnológico do milênio passado) temos a possibilidade de criar conhecimento. Qualquer pessoa ao redor do globo tem a possibilidade de divulgar suas idéias e pensamentos pela Internet.
Pense agora na implicação da evolução dessas duas vertentes do comportamento humano. Se o consumo e a imprensa nos trouxeram para o que somos hoje, o que podemos preparar para amanhã?
A escravidão capitalista
Texto por Guilherme Guerato – Brasília/DF.
Quando na escola estudamos sobre a escravidão que foi vivida por diversos povos em diferentes nações e épocas, ficamos alarmados com tal situação de servidão e humilhação que seres humanos eram submetidos. Darwin na sua expedição pelo mundo, quando de passagem pelo Brasil em uma fazenda no Rio de Janeiro, dizia se sentir enojado pela escravidão que era obrigado a presenciar. Na verdade Darwin não sabia que o novo sistema econômico que estava surgindo no mundo seria a verdadeira escravidão: o Capitalismo.
A escravidão era dura e simples, pessoas eram vendidas como mercadorias e eram exploradas para trabalhar em troca de uma pobre alimentação e uma moradia em condições precárias. Era abominável e chocante a forma como tratavam as pessoas. O mundo mudou, se industrializou, passando por duas grandes eras industriais iniciadas na Inglaterra e então veio o sistema de produção.
Porém, duas grandes guerras no último século mudaram a estrutura político social conhecida no planeta. Saia de cena a Inglaterra (como nação dominante) para a ascensão de dois eixos apoiados em dois regimes econômicos distintos. O primeiro denominado ”eixo do mal” comandado pela antiga União Soviética mais alguns países mundo a fora como Cuba e Coréia do Norte formavam seu alicerce. Do outro lado, tínhamos os Estados Unidos da América e os seus aliados da OTAN.
A URSS tinha um sistema falho e corrupto, pois está no ser humano sempre querer competir e buscar por algo mais. O que o Estado oferecia não era o confortável e nem o mínimo para se sentir bem, o básico oferecido costumava passar próximo à linha do limite para a necessidade. Já os aliados, viam o capitalismo se expandir, pois convencia pessoas de que a chave para felicidade naquele mundo pós guerra era o consumo. Movidos pelos EUA, a globalização veio como um tsunami atingindo quase todas as nações no planeta e acabou por desmantelar a antiga URSS em diversos países sujeitos ao regime capitalista.
Estava tudo claro e fácil, para um domínio absoluto de um sistema que quando desdobrado não passava de um sistema de escravidão mais eficiente. O ser humano vendeu sua alma não no sentido religioso, mas no sentido da sua consciência ser contaminada pela ligação da felicidade ao valor monetário. As questões morais, sociais e familiares, vêm perdendo importância a cada dia. O que nos torna mais frios e mais sujeitos a nos corromper por esse sistema, que nos ludibria vendendo o bem estar através do consumo.
Esse consumo não é apenas de bens materiais, mas de pessoas, do ser humano individual. O sistema se alimenta da sua produção que se transforma em consumo, é cíclico. Na verdade estamos vivendo uma escravidão muito bem estrutura e disfarçada, mas que é muito mais cruel que o velho sistema conhecido. Sua identidade, seu bem estar pelas coisas mais simples, seus valores vão se perdendo a cada dia, a cada dia que mergulhamos mais e mais nesse funil.
Quanto tempo vamos girar nesse sistema? Difícil dizer, talvez não dependa de nos responder isso, mas sim do planeta. Saber quanto mais tempo ele suportará esse sistema que não consome apenas as pessoas, mas também os recursos disponíveis que promovem a sustentabilidade da vida.
Indústria Musical
abril 3, 2009 por admin
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Hoje em dia, um mix de hip-hop com pop e dance music contaminam os quatro cantos do mundo. Bem, isto se deve ao fato de que o nome Indústria Musical não foi criado à toa e este fenômeno está longe de ser uma moda derivada do acaso. Como toda Indústria, a da musica também visa o lucro. E para obtê-lo, você não necessariamente precisa produzir o melhor produto ou ter a melhor qualidade.
Após 20 anos de certa estabilidade financeira proporcionada pelo neoliberalismo, algumas economias de países emergentes cresceram e junto com elas a indústria de comunicação de massa. Agora junte a isso, milhões de pessoas que ascenderam socialmente (que por virem do campo possuem uma tradição oral muito maior do que a escrita) a conceitos deturpados de valores que são passados pelas letras de música tocadas hoje em dia e a besteira estará feita.
Ao ligar a TV e ver um clipe, o jovem (que naturalmente sente a necessidade de se inserir em grupos e de moldar a sua personalidade) utiliza dos símbolos e imagens de “sucesso” que são divulgados pelos “ícones” da cultura pop. Faça um teste… Ligue a televisão e coloque na MTV ou MULTISHOW e observe os clipes internacionais.
Você verá que por volta de:
10% falam que você deve ser rico
20% falam para você ser rico e fazer pose de gangster
30% falam para você ser rico, fazer pose de gangster e ter a mulher mais desejada que possa existir
40% falam que se você não for isso, você será um fracassado.
99% Usam sensualismo e sexo para te convencer.
Resultado: Até mesmo no Japão, que possui uma forte cultura nacional, os jovens estão se vestindo como rappers, rockers e emos. Não só lá, mas como aqui e em vários países do mundo que não possuem nenhuma identidade se quer parecida com a que é passada pelos movimentos musicais. O comum a todos é a crescente falta de identidade.
O Brasil é um caso a parte, absorve essa cultura criada lá fora, mas por ter proporções continentais, também tem uma indústria forte que cria os seus modelos e modas, que como as estrangeiras, pecam pela falta de qualidade ao utilizar exageradamente de valores sensuais. Vide o funk carioca.
Ao achar que não podia ficar pior, me lembro da razão número um dos compositores. O amor … Até o mais belo dos sentimentos é modificado para atender aos interesses do capital. Afinal, o coração partido, tema de tantas canções, nasceu dessa nossa falta de nós mesmos. Dessa busca incessante do eu nos outros. Mas isso é assunto para outro post.
Carros, celulares, estilos e desejos materiais nos são vendidos diariamente em forma de entretenimento.
A melhor maneira de se inverter isso é utilizar das mesmas ferramentas para se vender o bem.
Pense nisso!


