A religião como um caminho
maio 17, 2009 por admin
Arquivado em Destaques, Razao x Fé
Por muito tempo me considerei um ferrenho crítico das religiões ocidentais. Não conseguia entender como as pessoas podiam acreditar piamente em coisas tão simbólicas e recheadas de mitologia como as demonstradas no Antigo e Novo Testamento. Não me parecia certo entregar a vida a uma Igreja desatualizada e a pregadores, que se mostravam despreparados.
Com o tempo essa minha visão mudou. Não, não fui catequizado nem convertido. Apenas abri os meus olhos para um entendimento mais universal do ser humano.
A vida é dura e por muitas vezes o caminho a traçar não é nada fácil. O que não deixa de ser belo e admirável, diga-se de passagem. Porém, nessa corrida pela sobrevivência, o egoísmo e a vontade individual de se sobressair a qualquer custo dessa jornada nos moldaram como somos. Egoístas. Isso foi necessário em grande parte do nosso percurso. A diferença agora é que não temos mais predadores e nem escassez de alimentos. A mudança que devemos ter como meta daqui para frente é a mudança da mente. E é nesse ponto em que as religiões entram. Em geral, todas falam de amor, de perdão, de mudança de comportamento e de fraternidade. Os exemplos são os mais variados.
Agora você me pergunta, porque então devemos seguir a religião para alcançar a mudança interior? Na verdade, nós necessariamente não precisamos. Se conseguirmos entender através da razão o valor que cada pessoa possui e que todos merecem ter uma vida digna e prospera, teremos alcançado um novo estágio como humanos.
Teremos destruído o egoísmo que não é mais útil para desenvolvermos outros sentidos. Porém a razão é só um caminho. Existem outros que apesar de diferentes, levam para o mesmo fim. Cada um ao seu modo, com seus símbolos e mitos que não são nada mais do que uma forma de se comunicar. Devemos respeitar as pessoas que buscam os seus caminhos nas mais diferentes religiões porque um dia todos conseguirão compreender que o futuro dos homens é a paz, não somente porque a religião diz e sim porque somente assim restabeleceremos a harmonia com a Terra mais uma vez.
Eduardo Marques
Indústria Musical
abril 3, 2009 por admin
Arquivado em Destaques, Life Style, Mídia, Sociedade
Hoje em dia, um mix de hip-hop com pop e dance music contaminam os quatro cantos do mundo. Bem, isto se deve ao fato de que o nome Indústria Musical não foi criado à toa e este fenômeno está longe de ser uma moda derivada do acaso. Como toda Indústria, a da musica também visa o lucro. E para obtê-lo, você não necessariamente precisa produzir o melhor produto ou ter a melhor qualidade.
Após 20 anos de certa estabilidade financeira proporcionada pelo neoliberalismo, algumas economias de países emergentes cresceram e junto com elas a indústria de comunicação de massa. Agora junte a isso, milhões de pessoas que ascenderam socialmente (que por virem do campo possuem uma tradição oral muito maior do que a escrita) a conceitos deturpados de valores que são passados pelas letras de música tocadas hoje em dia e a besteira estará feita.
Ao ligar a TV e ver um clipe, o jovem (que naturalmente sente a necessidade de se inserir em grupos e de moldar a sua personalidade) utiliza dos símbolos e imagens de “sucesso” que são divulgados pelos “ícones” da cultura pop. Faça um teste… Ligue a televisão e coloque na MTV ou MULTISHOW e observe os clipes internacionais.
Você verá que por volta de:
10% falam que você deve ser rico
20% falam para você ser rico e fazer pose de gangster
30% falam para você ser rico, fazer pose de gangster e ter a mulher mais desejada que possa existir
40% falam que se você não for isso, você será um fracassado.
99% Usam sensualismo e sexo para te convencer.
Resultado: Até mesmo no Japão, que possui uma forte cultura nacional, os jovens estão se vestindo como rappers, rockers e emos. Não só lá, mas como aqui e em vários países do mundo que não possuem nenhuma identidade se quer parecida com a que é passada pelos movimentos musicais. O comum a todos é a crescente falta de identidade.
O Brasil é um caso a parte, absorve essa cultura criada lá fora, mas por ter proporções continentais, também tem uma indústria forte que cria os seus modelos e modas, que como as estrangeiras, pecam pela falta de qualidade ao utilizar exageradamente de valores sensuais. Vide o funk carioca.
Ao achar que não podia ficar pior, me lembro da razão número um dos compositores. O amor … Até o mais belo dos sentimentos é modificado para atender aos interesses do capital. Afinal, o coração partido, tema de tantas canções, nasceu dessa nossa falta de nós mesmos. Dessa busca incessante do eu nos outros. Mas isso é assunto para outro post.
Carros, celulares, estilos e desejos materiais nos são vendidos diariamente em forma de entretenimento.
A melhor maneira de se inverter isso é utilizar das mesmas ferramentas para se vender o bem.
Pense nisso!


