Nem toda brasileira é bunda, mas toda generalização é burra!
A piada do ator Robin Williams foi, no mínimo, infame. Acredito que não houve um brasileiro sequer que tenha ficado impassível ao ouví-la. Contudo, não podemos deixar de fazer uma breve reflexão sobre a imagem que nosso país tem no mundo. Há décadas o Brasil é vendido no exterior como república da bunda, do carnaval, do sexo, da libertinagem. Até pouco tempo atrás vídeos institucionais promoviam nossa terra mãe gentil apelando para o clichê: carnaval, futebol, samba e mulheres.
O Brasil está na moda. Isso é fato. Nunca na história desse País tivemos tanta visibilidade internacional e tantas celebridades circulando por aqui. Ora, não é de se estranhar que os gringos, ao se depararem com a desinibição de nossas meninas, tenham reações acaloradas como a do rapper americano P.Diddy que, em recente passagem pelo Rio de Janeiro, postou em seu Twitter a inequívoca constatação: “o Brasil é como um tsunami de bundas”.
Enquanto isso, do outro lado do oceano Atlântico, a palavra “brasileira” virou sinônimo de prostituta. Preconceito? Antes fosse! A Europa recebeu nos últimos anos milhares de conterrâneas (de todos os sexos) que emigraram ilegalmente em busca de, digamos, uma maior rentabilidade para seu negócio.
A super exposição de nossas mulheres somada ao interesse da imprensa internacional em explorar nossas tragédias cotidianas, muitas delas deflagradas pelo narcotráfico, resulta na visão óbvia e generalizante expressa pelo ator americano. O episódio da piada sem graça deixa claro que a imagem externa do Brasil e do brasileiro é lamentável.
Bem, depois de contar até ten e jurar nunca mais assistir a um filme de Williams, talvez essa seja uma boa hora de refletirmos seriamente sobre a nossa identidade nacional e quanto nossa imagem internacional é realmente distorcida. Quem sabe, não seja esse um bom momento para começarmos a expor para o mundo as coisas extraordinárias que temos. Afinal, nem toda brasileira é bunda e nem todo brasileiro é traficante.


