A classe média brasileira
No Brasil todos querem ser de direita. Todos querem ter carro, eletrônicos, viajar, consumir e se divertir.
Para ser bem aceito, mostrar que sabe das coisas, o cidadão classe média padrão brasileiro (aquele que vem pré formatado de fábrica), assina a VEJA, reclama do presidente e acha que privatização é a solução do Brasil, além de apontar que a influência do estado deveria ser minima, pois só o investimento privado pode salvar a nação.
Afinal, existe muita corrupção com o dinheiro público não é mesmo?
Não percebem que não é a atuação do Estado que tem que ser menor e sim o serviço do estado que tem que ser melhor.
Lembre-se, a função do estado é servir o povo e isso não é necessariamente o foco da iniciativa privada, que visa o interesse próprio acima do bem coletivo.
O pessoal tende a confundir a ineficiencia do estado tendo como base o modo como ele está sendo aplicado nesta epoca com a sua real utilidade.
No final nas contas, quem manda no estado é o próprio capital, o interesse privado pois tudo é feito pensando nas empresas.
Um simples exemplo disso:
A matriz de transporte brasileira é baseada em rodovias porque foi preciso agradar as empresas de borracha, as industrias automotivas que iriam se instalar no país e outras empresas americanas e europeias no passado. Se o Estado realmente se importasse com o povo, teria instituido um sistema ferroviario que é muito mais lógico e inteligente para as nossas proporções.
O problema do nosso estado é que ele pensa muito mais no dinheiro do que no desenvolvimento.
A verdade é que é muito mais facil culpar o estado, ir na onda, tirando o foco do articulador-raiz do problema que é o poder desenfreado da iniciativa privada aliada à corrupção criada pelos membros responsáveis pelo estado.


